- Candidíase e vaginose recorrentes afetam a qualidade de vida; definem-se por quatro ou mais episódios em doze meses (candidíase) e, para vaginose, três ou mais episódios ao ano ou recidivas frequentes.
- O diagnóstico é um desafio, já que os sintomas são comuns a outras doenças ginecológicas e nem sempre há acesso a testes laboratoriais.
- Fatores de risco incluem diabetes e uso frequente de antibióticos; há ainda possibilidade de coinfecções ou de condições que simulam os quadros.
- Os tratamentos variam: candidíase de repetição pode exigir indução mais manutenção; vaginose persistente envolve terapias intermitentes e estratégias para restaurar a microbiota vaginal.
- O tema será discutido no 63º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, em Belo Horizonte, de 27 a 30 de maio, destacando o manejo como desequilíbrio do ecossistema vaginal e novas abordagens terapêuticas.
Candidíase e vaginose recorrentes afetam significativamente a qualidade de vida de muitas mulheres, colocando em risco o bem-estar cotidiano. Profissionais destacam a necessidade de cuidado acolhedor, personalizado e com base em evidências, além de investigações sobre o microbioma vaginal.
A médica Dra. Angélica Espinosa Barbosa Miranda, da Comissão Nacional de Doenças Infecciosass da FEBRASGO, ressalta que a recorrência é definida por quatro ou mais episódios de candidíase em 12 meses, e por três ou mais episódios de vaginose bacteriana por ano ou recidivas frequentes. O manejo exige atenção ao desequilíbrio da microbiota.
Diagnóstico preciso é um entrave comum: corrimento, prurido, odor e desconforto aparecem em diversas condições ginecológicas, o que torna necessário o uso de exames laboratoriais, como microscopia e testes específicos, para evitar equívocos. Coinfecções e condições não infecciosas podem simular quadros semelhantes.
O tratamento de repetição também enfrenta desafios. Na candidíase, fatores como diabetes, uso frequente de antibióticos e infecção por espécies menos sensíveis a antifúngicos influenciam o manejo. Na vaginose, recorrência alta pode estar ligada à formação de biofilmes e à dificuldade de restabelecer uma microbiota saudável, além da adesão a esquemas terapêuticos mais longos.
Diretrizes recentes oferecem apoio mais sólido ao manejo, com estratégias de indução e manutenção para candidíase recorrente. Em vaginose persistente, surgem abordagens como terapias intermitentes e restauração da microbiota, ainda com lacunas de evidência em alguns aspectos.
A temática “Candidíase e vaginose recorrente, como lidar?” compõe a grade do 63º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO2026), que acontece no Minascentro, em Belo Horizonte (MG), de 27 a 30 de maio. A palestra concentra-se em tratar essas condições como desequilíbrios do ecossistema vaginal, além de discutir novas perspectivas terapêuticas, adesão ao tratamento e educação em saúde.
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