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Dentro da luta para salvar o petrel das Galápagos

Conservação ganha fôlego: proprietários privados das Ilhas Galápagos passam a integrar ações de proteção do petrel contra predadores invasivos, espécie criticamente ameaçada

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  • A população do petrel das Galápagos está classificada como criticamente ameaçada, com cerca de 15 mil indivíduos, podendo chegar a 20 mil conforme novas colônias são descobertas.
  • Ameaças incluem predadores invasivos (ratos, porcos, cães e gatos), plantas invasoras e degradação do habitat, além de pesca incidental e poluição luminosa.
  • Esforços de conservação, com monitoramento intensivo e ações de controle de predadores, já ajudaram a aumentar a reprodução em várias áreas.
  • A proteção está se expandindo para propriedades privadas em ilhas como San Cristóbal e Santa Cruz, buscando engajar proprietários na proteção de ninhos e no controle de invasoras.
  • Organizações e parceiros trabalham para padronizar o monitoramento e, se adotado, levar o protocolo a acordos internacionais; Paola Sangolquí recebeu o Prêmio Whitley por seu trabalho.

Na etapa mais crítica da conservação dos petrelais das Galápagos, uma espécie marinha e avícola, ações coordenadas tentam virar o jogo. O objetivo é evitar a extinção de Pterodroma phaeopygia, hoje estimada entre 15 mil e 20 mil indivíduos, segundo a avaliação mais recente da IUCN.

A queda populacional ocorreu principalmente até a década de 1980, quando a pressão de espécies invasoras e a degradação de habitat se intensificaram. Projetos contínuos de monitoração e manejo estão ajudando a manter a reprodução em áreas sob vigilância. A novidade é envolver produtores privados na proteção das áreas de nidificação.

Os petrelais passam grande parte da vida no oceano, retornando às ilhas de San Cristóbal, Floreana, Santa Cruz, Isabela e Santiago para nidificar. Eles utilizam tocas e fendas, geralmente em áreas altas e densamente vegetadas, longe de assentamentos humanos.

Ameaças e impactos

As principais ameaças são predadores invasores como ratos, cães, gatos e porcos, que atacam ovos e pintos. Espécies de plantas invasoras também bloqueiam acessos às tocas e reduzem locais de pouso. A mortalidade é alta, já que cada casal deposita um único ovo por temporada.

Ações de combate a invasoras são realizadas por Jocotoco, Galápagos Conservancy e a Galápagos National Park Directorate. Em Ilha Floreana, por exemplo, há esforços de erradicação de predadores e restauração de ecossistemas, incluindo reintrodução de espécies nativas.

Participação de proprietários de terras

A iniciativa envolve proprietários privados em San Cristóbal e Santa Cruz, ampliando a área de proteção além das áreas sob proteção formal. Os agricultores ajudam com controle de ratos, remoção de plantas invasoras e monitoramento de ninhos, recebendo benefícios como redução de perdas em culturas.

Analistas destacam que o modelo favorece ganhos mútuos: proteção de ninhos e melhoria de produção agrícola. A parceria busca transformar a conservação de petrelais em prática sustentável de longo prazo, com participação comunitária.

Monitoramento e padrões de preservação

Especialistas defendem a criação de um protocolo unificado de monitoramento, reunindo dados de diferentes organizações. A ideia é padronizar métricas entre ilhas e facilitar decisões públicas sobre intervenções. O método pode servir de referência para acordos internacionais.

Paola Sangolquí, coordenadora de conservação marinha da Jocotoco, recebeu este ano o Whitley Prize por trabalhos de proteção ao petrel. A premiação financia a expansão de ações em terras privadas e a divulgação da importância da espécie.

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