- Syazwan Luftan Riady, aos 12 anos, cofundou a organização Wiskomunalian em Jember, Java Oriental, para envolver crianças em ações ambientais.
- Em Jember, grande parte do lixo coletado vai para o aterro de Pakusari, que recebe quase duzentas toneladas por dia e já opera com capacidade esticada.
- Trabalhadores informais e a montagem de resíduos costumam misturar orgânicos e plásticos, tornando inútil a separação no destino final.
- O governo federal, sob o presidente Prabowo Subianto, declarou guerra ao lixo com meta de reestruturar o manejo até 2029 e financiar projetos de energia a partir de resíduos; a fatwa da MUI proíbe descarte de lixo em rios e mares.
- A organização também administra a Wisstore, feira anual de roupas usadas que já arrecadou quase 20 milhões de rupias para causas ambientais.
Syazwan Luftan Riady começou a acompanhar a gestão de resíduos ainda criança, durante as férias na casa da avó, às margens de um rio na região leste de Java. A visão de um lixo muitas vezes residual motivou o jovem a buscar mudanças locais.
Ainda estudante em Jember, Luftan se envolve com a Sekolah Alam Raya e, aos 12 anos, cofundou a Wiskomunalian, uma associação de jovens dedicada a medidas práticas para o meio ambiente. O objetivo é conscientizar as crianças sobre a sustentabilidade.
Hoje, com 2º ano de faculdade na Universidade de Brawijaya, ele lidera campanhas que alcançam escolas e comunidades locais. O grupo atua na coleta de resíduos, educação ambiental e ações para reduzir o lixo produzido no dia a dia.
Desafios e cenário
Em Jember, o lixo coletado de 17 distritos é enviado ao aterro de Pakusari, onde a pilha chega a 35 metros. A organização acompanha pontos de descarte mistos, mesmo com caixas separadas, destacando a necessidade de melhoria no sistema de triagem.
O aterro recebe quase 200 toneladas de resíduos por dia e enfrenta riscos de desabamento. Trabalhadores informais enfrentam condições perigosas e baixos rendimentos, enquanto autoridades buscam alternativas para reduzir a geração de lixo.
Iniciativas e políticas
A Indonésia mira uma reformulação de gestão de resíduos com metas para 2029, incluindo 33 projetos de resíduos para energia. O governo quer ampliar a fiscalização de aterros e incentivar o uso de resíduos como recurso, segundo autoridades.
A proposta de políticas surge diante de dados de produção de plástico no país, que chega a cerca de 3,2 milhões de toneladas anuais. Organizações internacionais acompanham o avanço de reformas e financiamentos para serviços locais.
A atuação da juventude
Luftan já recebeu reconhecimentos internacionais por seu trabalho, incluindo prêmios de jovens agentes de mudança e lideranças climáticas. A mobilização de crianças em ações educativas e feiras de doação sustenta campanhas de longo prazo.
O grupo Wisstore, ligado à Wiskomunalian, arrecada fundos coletando roupas vintage para venda a baixo custo, destinando recursos a causas ambientais. A iniciativa soma quase 20 milhões de rupias até o momento.
Perspectivas e continuidade
Especialistas destacam que a solução passa por mudanças estruturais, com investimentos consistentes em infraestrutura de reciclagem e gestão de resíduos. A participação comunitária aparece como peça-chave para avanços locais.
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