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Carros autônomos mudam paradigma: táxis não precisam mais de quatro lugares

Robotáxis de dois lugares ganham espaço ao desenhar frotas para a demanda real, já que mais de noventa por cento das viagens transportam um ou dois passageiros

Imagens | JavyGo; Maxim
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  • A Tesla apresentou o Cybercab, que tem apenas dois assentos, sinalizando uma mudança de paradigma para táxis autônomos.
  • Robotáxis desenhados para frotas podem abrir mão de volante e pedais, focando em viagens específicas e de menor capacidade.
  • Dados sugerem que mais de 90% das viagens da Uber transportam apenas um ou dois passageiros, conforme especialistas da Lucid e da Uber.
  • Por isso, robôs de dois lugares estão surgindo em mais projetos de mobilidade autônoma.
  • Cada cidade e serviço tem nuances próprias; não há regra universal sobre esse formato de veículo.

Os carros autônomos começam a mudar o paradigma tradicional de táxis. Veículos menores, com menos assentos, ganham espaço em projetos de robotáxis. A primeira curiosidade ficou evidente no Cybercab da Tesla, que apareceu com apenas dois lugares.

Essa configuração não é aleatória. Por décadas, o táxi foi associado a quatro lugares, com o motorista à frente e espaço para o segundo banco. Um veículo sem volante ou pedais, dedicado a uma frota, sinaliza uma abordagem diferente desde o nascimento.

Os robôs-táxis de dois lugares ganham relevância ao observar como as viagens são usadas. Marc Winterhoff, da Lucid, e Andrew Macdonald, da Uber, mencionaram que mais de 90% das viagens transportam apenas um ou dois passageiros. Essa estatística ajuda a explicar a tendência.

Em termos de projeto, o objetivo é alinhar o veículo à demanda real. Um robotáxi desenhado para operações em frota pode fazer perguntas mais específicas sobre o que é necessário nas viagens do dia a dia.

A mudança não pretende substituir todos os táxis, mas ampliar opções. Em cidades com tráfego intenso, veículos menores podem reduzir custos, tempo de entrega de passageiros e consumo energético.

A adoção de dois lugares não elimina as dificuldades. Regulamentação, segurança, conforto em viagens curtas e adaptação de frotas são desafios que precisam ser considerados para a operação em larga escala.

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