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Crise climática agrava rinite alérgica e reduz prazer em estar na natureza

Mudanças climáticas alongam a temporada de pólen na Europa, agravando alergias e reduzindo o prazer de estar na natureza

‘Big oil is hampering our ability to appreciate the very thing we’re losing’ … the pollen season in Europe is now longer.
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  • O aquecimento global atrasou ou adiou hábitos naturais, fazendo a temporada de pólen na Europa ficar de uma a duas semanas mais longa do que nos anos noventa.
  • A rinite alérgica afeta dezenas de milhões de europeus, com impactos na produtividade e na qualidade de vida, conforme revisão recente.
  • Espécies como bétula, amieiro e oliveira passam a iniciar a polinização entre um e dois semanas mais cedo.
  • Pesquisas dos Estados Unidos apontam que mais dióxido de carbono no ar leva plantas a emitirem mais pólen.
  • O uso de turismo e lazer pode sofrer com danos climáticos e elevações de preço, enquanto o aquecimento já aponta para desafios maiores na preservação de ecossistemas e acesso à natureza.

O período de polinização na Europa está mais longo devido ao aquecimento global, estendendo a temporada em cerca de uma a duas semanas desde os anos 1990, segundo uma revisão publicada recentemente. A prolongação aumenta a incidência de rinite alérgica entre milhões de europeus.

A revisão aponta que as espécies de árvores como bétula, amieiro e oliveira começam a liberar pólen mais cedo no ano, o que intensifica os sintomas de alergia. Pesquisas dos Estados Unidos indicam que o dióxido de carbono extra pode levar plantas a produzirem mais pólen.

Essa mudança climática também tem implicações na qualidade de vida e na produtividade. Além disso, o impacto alcança o turismo, com prazos de seguro, preços e custos de viagem potencialmente aumentando, e com restrições associadas à prática de turismo de massa.

Impactos na saúde e no comportamento de viagem

Estudos destacam que alergias sazonais atingem dezenas de milhões de europeus, com consequências para o bem-estar diário. A piora acarreta menor disposição para atividades ao ar livre e maior busca por tratamento médico sazonal.

Em paralelo, mudanças no clima afetam a escolha de destinos, com resorts afetados pela fumaça de queimadas e regiões alpinas com menor cobertura de neve. A tendência incentiva escolhas de viagens mais próximas e menos frequentes, para mitigar impactos ambientais.

Perspectivas e respostas

Especialistas ressaltam que, apesar de haver poucas soluções para a alergia, incentivar o contato com a natureza local pode reduzir impactos de biodiversidade distante. Práticas como adoção de jardins com espécies nativas podem ajudar.

A relação entre combustíveis fósseis e bem-estar humano revela que políticas ambientais e de saúde precisam dialogar. A expectativa é de que estratégias de mitigação reduzam efeitos sobre qualidade de vida e atividades ao ar livre.

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