- Onze pessoas foram presas em relação à suposta rede de tráfico de vida silvestre, com foco em dragões de Komodo juvenis, para a Tailândia.
- O grupo moveu pelo menos dezessete dragões de Komodo entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, partindo de Flores para Java e Sumatra e depois à Tailândia.
- Dragões eram escondidos em tubos de plástico para evitar a detecção; a última tentativa, em fevereiro, foi abortada pela polícia.
- Além dos dragões vivos, foram apreendidas escamas de pangolim, pesando cento e quarenta quilos, avaliadas em cerca de oito bilhões e quatrocentos milhões de rupias no mercado.
- Também houve apreensões de animais como treze cuscus de Talaud, três cuscus-das-Sulawesi, seis cobras-verdes e um monitor de mangrove; três dragões resgatados estão sob cuidado em centro de reabilitação, com previsão de soltura após o andamento legal.
A polícia da Indonésia anunciou a desmontagem de uma rede de tráfico de fauna que atuava com foco na maior lagarto existente, os dragões de Komodo. Onze suspeitos foram presos, em operação ligada ao comércio de espécies protegidas para Thailandia. A investigação ocorreu entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026.
Segundo as autoridades, os subtraidores ocultavam filhotes de dragão dentro de canos plásticos para evitar a fiscalização durante o trânsito. Pelo menos 17 dragões de Komodo foram deslocados de Flores, onde a espécie ocorre, para Java e Sumatra, antes de chegarem à Tailândia.
A operação envolveu diversos modos de transporte, incluindo mar, ar, estrada e trem. A última tentativa, em fevereiro, contou com três animais, mas foi impedida pela polícia. Três dragões resgatados estão sob cuidados de um centro de recuperação na região leste de Java.
Alvos, rotas e valores
A área de Pota, no leste de Manggarai, em Flores, foi o foco principal, onde estima-se que cerca de 700 dragões vivam fora de áreas protegidas. No trajeto, dragões eram revendidos a comunidades de Java por valores próximos de seis vezes o preço inicial.
Outras espécies apreendidas
Além dos dragões, a investigação recolheu 140 kg de escamas de pangolim e cerca de 980 pangolins Sunda teriam sido mortos para abastecer o mercado. A operação também apreendeu 13 cuscuses-abeia, 3 cuscuses de Sulawesi, 6 jiboias-verdadeiras e 1 monitor de mangrove.
Status dos envolvidos
Todos os 11 indivíduos respondem pelo crime de violação da conservação de recursos biológicos e de ecossistemas. As autoridades indicam que parte dos suspeitos integrava um grupo ligado a uma comunidade de amantes de animais no Facebook, que servia de fachada para o tráfico.
Situação dos dragões resgatados
Os três dragões recuperados estão sob cuidados de um centro de reabilitação de vida silvestre, com previsão de soltura futura após a conclusão do processo judicial, conforme autoridades de conservação locais.
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