- O Cantareira ficou com 42,5% da capacidade em 30 de abril, queda de 1,3 ponto percentual em três semanas.
- O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) caiu para 54,5% de volume.
- Desde 9 de abril, os registros indicam variação negativa, após leve alta no fim de março.
- A chuva em janeiro–abril ficou abaixo da média: estação Mirante de Santana registrou 598,9 mm contra 865,9 mm, e foram 58,3 mm de chuva nos reservatórios, frente a 80 mm esperados.
- Medidas e impactos: Sabesp investe em integração de sistemas e redes; Arsesp manteve redução de pressão para 10 horas diárias; entre 27 de agosto e fim de março, houve economia de 126,46 bilhões de litros, suficiente para cerca de 22,18 milhões de pessoas por mês.
O Cantareira, principal reservatório da Região Metropolitana de São Paulo, segue em queda. Dados da Sabesp indicam variação negativa desde 9 de abril. O regime de chuvas tem sido insuficiente para recuperar os níveis.
O sistema, que terminou o verão passado com o menor volume em dez anos, caiu de 43,8% para 42,5% do total disponível em três semanas. O SIM (Sistema Integrado Metropolitano) passou de 56,5% para 54,5%.
A explicação majoritária é a baixa pluviosidade nos primeiros quatro meses do ano. Segundo o Inmet, o Mirante de Santana registrou 598,9 mm de janeiro a abril, abaixo da média histórica de 865,9 mm.
Cenário de chuvas na cidade
A Sabesp aponta que, considerando apenas a chuva sobre os reservatórios do Cantareira, foram 58,3 mm dos 80 mm esperados para o mês.
Nos últimos cinco anos, apenas em 2023 a precipitação chegou à média histórica; 2026 apresenta volume abaixo de 600 mm até agora.
Apesar de frentes frias recentes terem trazido chuva, os totais ficaram abaixo do necessário para elevar rapidamente os níveis dos reservatórios.
Ações e projeções para o abastecimento
A Sabesp tem promovido integração entre sistemas produtores e reforçado redes para reduzir perdas, visando maior segurança hídrica. A Arsesp mantém redução de pressão da água das 19h às 5h, desde agosto do ano passado.
Entre agosto e março, a economia de água devido à redução de pressão alcançou 126,46 bilhões de litros, o equivalente ao consumo mensal de 22,18 milhões de pessoas.
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