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NASA enfrenta cortes de orçamento após sucesso lunar

Artemis II ganha impulso público, mas Congresso resiste a cortes de um quarto no orçamento da NASA proposto pela administração Trump

Bill Nye, CEO of the Planetary Society, attends a press conference urging Congress to protect funding for Nasa at the US Capitol on 6 October 2025.
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  • Artemis II inspirou o público, mas a administração Trump quer cortar a ciência por trás do programa de exploração espacial.
  • O Comitê subcomitê da Câmara dos EUA rejeitou a proposta de US$ 18,8 bilhões para a Nasa em 2027, com uma redução de 23% em relação a 2026, e avançou com um orçamento de US$ 24,4 bilhões que sustenta projetos científicos.
  • A prioridade é reduzir recursos da ciência para financiar a exploração humana, segundo a Casa Branca, apesar da oposição de membros do Congresso e da comunidade espacial.
  • Os astronautas da Artemis II participaram de audiências para defender o orçamento, alegando que a exploração humana depende de avanços científicos e de robótica.
  • Campanhas como Save NASA Science ganham apoio de científicos e organizações, que afirmam que cortes prejudicam a liderança dos Estados Unidos em ciência e exploração espacial.

Jared Isaacman, administrador da Nasa, estava em Washington para comemorar o fim da primeira viagem humana à Lua em mais de meio século. A visita ocorreu pouco depois do sucesso da missão Artemis II.

A administração de Donald Trump propôs cortar quase um quarto do orçamento da Nasa, incluindo a área de ciência. Na prática, busca reduzir recursos de projetos científicos para financiar a exploração humana.

Na última semana, o setor espacial aprovou, no Congresso, planos divergentes. A subcomissão de comércio, justiça e ciência da Câmara rejeitou a proposta de 18,8 bilhões de dólares para 2027 e aprovou um orçamento de 24,4 bilhões de dólares.

A oposição ao corte argumenta que sem ciência não há exploração espacial. Parlamentares, entre eles Hal Rogers e Chris Van Hollen, destacam a importância de manter programas de ciência não apenas para missões humanas, mas para descobertas planetárias.

No encontro com Trump, Isaacman defendeu que a Nasa pode fazer mais com menos, inclusive mantendo a ambiciosa ideia de uma base lunar de 20 bilhões de dólares até o fim da década.

Organizações científicas, lideradas pela Planetary Society, organizaram campanhas para preservar o financiamento à ciência da Nasa, ressaltando que robôs desempenham papel crucial em mapeamento lunar e estudos de solo.

Especialistas ressaltam que cortes severos podem prejudicar programas de Marte e a liderança dos EUA na exploração espacial por décadas, caso as propostas avancem sem contrapartidas.

Segundo dirigentes e pesquisadores, a oposição ao corte é ampla dentro do Congresso, com apoio de diversas regiões que veem a Nasa como motor de ciência e tecnologia no país.

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