- A IBM lança uma nova abordagem de IA para empresas e governos, chamada AI Operating Model, com quatro pilares: dados, agentes, automação e infraestrutura híbrida.
- A empresa defende seguir operando IA em escala dentro das organizações, em vez de focar apenas em modelos fundacionais.
- Watsonx Orchestrate é apresentado como agente orquestrador que gerencia e governa múltiplos agentes de diferentes origens.
- IBM Bob, copiloto para desenvolvimento corporativo, foca em segurança, controle de custos e operação em ambientes híbridos; já utilizado por mais de 80 mil desenvolvedores com ganho de produtividade de até 45%.
- Plataformas Concerts e Concert Secure Coder visam automação de operações e correção de vulnerabilidades de código, com ampliação de foco para IA soberana voltada a governos e setores regulados.
A IBM anunciou uma mudança de foco na IA corporativa: em vez de competir na corrida por modelos fundamentais, a empresa pretende expandir a operação de IA dentro das organizações. O foco está em dados, agentes, automação e infraestrutura híbrida.
A empresa afirmou que poucas companhias conseguiram levar a IA para o núcleo do negócio, apesar do alto volume de investimentos. O CEO Arvind Krishna destacou que o potencial econômico é grande, com ganhos de produtividade de até 40% até 2030 para quem avançar na prática.
Apesar disso, o gargalo permanece estrutural: mais de 70% dos dados corporativos ficam dentro das empresas. A IBM enfatiza a importância da nuvem híbrida para atuar onde os dados estão e para incorporar IA aos processos centrais.
Nova camada de software: agentes como foco
A IBM apresentou seu eixo de atuação: a IA corporativa torna-se multiagente, com milhares de agentes especializados operando de forma coordenada. O watsonx Orchestrate funciona como um plano de controle para esses sistemas.
A empresa também lançou o IBM Bob, um copiloto para desenvolvimento corporativo, com foco em segurança, custo e operação em ambientes híbridos, incluindo mainframes. Segundo a IBM, mais de 80 mil desenvolvedores já utilizam a ferramenta internamente.
Ambos os agentes chegam aos clientes globais da companhia para ampliar a produtividade e a capacidade de governança. A IBM aponta ganhos de eficiência ao integrar ferramentas aos processos existentes.
Automação de operações e IA soberana
Entre as novidades, a IBM apresentou a plataforma Concerts, para consolidar dados de infraestrutura, aplicações e custos em uma camada única. A ideia é facilitar decisões automatizadas em tempo real.
Outra linha é a Concert Secure Coder, que aplica IA para identificar e corrigir vulnerabilidades de código, fortalecendo a segurança de software corporativo.
A empresa reforçou que vai atender cada vez mais governos e setores regulados, com foco em governança e controle total sobre dados e operações. Arvind Krishna ressaltou a intenção de manter dados protegidos dentro de infraestruturas próprias.
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