- Alastair Munro, de Inverness, teve câncer peniano confirmado e passou por cirurgia complexa para remover o tumor e 30% do pênis, além da retirada de linfonodos da virilha.
- A operação durou sete horas e incluiu reconstrução peniana com enxerto de pele da coxa.
- O câncer já tinha se espalhado para os linfonodos, e a cirurgia ocorreu no Western General Hospital, em Edimburgo, um dos dois centros especializados na Escócia.
- O procedimento faz parte da série Surgeons: At the Edge of Life, exibida pela BBC Two; o paciente descreve o episódio como gráfico, mas afirma que o tratamento salvou sua vida.
- A Escócia apresenta a maior incidência de câncer peniano no Reino Unido; especialistas destacam a necessidade de diagnóstico rápido e apoio aos pacientes.
Ao longo de três meses após notar um pequeno nódulo no pênis, Alastair Munro, de Inverness, recebeu o diagnóstico de câncer peniano, uma condição rara na região. A doença já havia se espalhado, levando a uma cirurgia complexa para remoção do tumor e de 30% do órgão, além de remoção de linfonodos.
A cirurgia, realizada no Western General Hospital, em Edimburgo, durou sete horas e contou com a participação do cirurgião urológico CJ Shukla. O procedimento incluiu retirada do tumor, remoção de linfonodos inguinais e reconstrução peniana com enxerto de pele na coxa.
A história faz parte de um episódio da série Surgeons: At the Edge of Life, com início no BBC Two. A produção acompanha o caso de Munro, desde o diagnóstico até a recuperação, com registro videográfico da operação para a televisão.
Alastair, engenheiro de construção de 49 anos, já havia retornado ao trabalho após cinco meses de recuperação. Ele destaca que a experiência foi marcada por uma cirurgia que salvou sua vida, mesmo diante de imagens que considera chocantes.
O médico CJ Shukla ressalta que a incidência de câncer peniano é maior na Escócia do que em outras partes do Reino Unido e que, embora raro, pode afetar homens de qualquer idade. O especialista afirma a importância do diagnóstico precoce e do encaminhamento rápido a centros especializados.
Shukla aponta fatores de risco como tabagismo, obesidade, higiene inadequada e HPV, além de mencionar que muitos pacientes desconhecem a doença. O médico defende maior suporte de enfermeiros especializados e apoio psicológico para os pacientes.
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