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Cepa de hantavírus da América do Sul é detectada em cruzeiro

Cepas Andes do hantavírus são identificadas em passageiros do cruzeiro MV Hondius, que segue à deriva próximo a Cabo Verde, com mortes e casos confirmados

Entre 2018 e 2019, um surto de hantavirose colocou a cidade de Epuyén, na Patagônia argentina, em estado de alerta
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  • A cepa Andes do hantavírus foi identificada como causa das infecções em ao menos dois passageiros do cruzeiro MV Hondius, com testes realizados pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD).
  • A passageira holandesa morreu após desembarcar em Joanesburgo; o marido também faleceu, e um passageiro britânico permanece hospitalizado.
  • Um passageiro que desembarcou na África do Sul foi diagnosticado com hantavírus em Zurique, na Suíça.
  • A Organização Mundial da Saúde afirma que o risco para o público é baixo; até o momento são oito casos suspeitos e três confirmados, com o navio à deriva próximo de Cabo Verde, cerca de 150 pessoas a bordo.
  • A cepa Andes é endêmica na Argentina e no Chile, com surtos históricos como o de Epuyén (2018–2019) e infecções principalmente associadas a roedores; no Chile, as infecções ocorrem sobretudo na região sul.

O hantavírus da cepa Andes foi identificado como a causa de infecção em ao menos dois passageiros do cruzeiro de luxo MV Hondius. Os testes foram realizados pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD). O navio permanece à deriva após deixar Ushuaia, na Argentina, com a passagem por Antártica, Geórgia do Sul e Tristan da Cunha.

Uma passageira holandesa morreu em Joanesburgo após desembarcar com o marido, que faleceu no dia 11 de abril. Um viajante britânico continua hospitalizado. Outro passageiro que desembarcou na África do Sul foi diagnosticado com hantavírus em Zurique, na Suíça, segundo autoridades suíças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta baixo risco para o público em geral. Até o momento, foram registrados 8 casos suspeitos, com 3 confirmados. A OMS também menciona transmissão humana rara, geralmente em contatos muito próximos.

Endêmica na Argentina e no Chile

A cepa Andes circula na América do Sul desde 1995, com foco principal na Argentina e no Chile. No Chile, as infecções ocorrem principalmente na região sul, especialmente Los Lagos. Na Argentina, áreas como Salta, Jujuy, Buenos Aires e outros citados já foram identificadas como zonas endêmicas.

Entre 2018 e 2019, Epuyén, na Patagônia argentina, viveu surto com 29 casos e 11 mortes, gerando alerta sanitário. Houve indícios de contágio entre humanos no episódio. O contágio humano costuma estar associado ao contato com roedores.

No Brasil, o hantavírus teve 31 casos confirmados no ano passado, com 44 em 2024 e 115 em 2015. Entre 2015 e 2025, são 948 casos confirmados, com mortalidade média de 46,5%. A região Sul registrou 17 casos em 2025.

Cruzeiro à deriva e respostas

Ontem, a emissora espanhola TVE informou que o MV Hondius poderia atracar em Tenerife, nas Canárias. A OMS já havia citado a possibilidade, mas o governo regional negou a decisão, apontando falta de critérios técnicos para acatar a ideia.

A responsável da Saúde de Cabo Verde indicou planos para eventual retirada de passageiros. O navio partiu de Ushuaia e seguiu pela Península Antártica, pela Geórgia do Sul e por Tristan da Cunha, antes do momento atual.

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