- A cepa hantavírus Andes, transmissível entre humanos, é a que protagoniza o surto ligado a um cruzeiro que partiu da Argentina, com cinco infecções confirmadas e três casos sob suspeita.
- Não há vacina nem tratamento específico; o atendimento rápido é essencial para casos suspeitos de síndrome cardiopulmonar por hantavírus.
- A maioria das infecções ocorre pela inalação de aerossóis de roedores; no entanto, há histórico de transmissão pessoa a pessoa desde os anos noventa na Argentina.
- O vírus Andes é considerado mais agressivo, com mortalidade estimada em cerca de 30%. A gravidade dos casos depende do atendimento médico e de condições clínicas prévias.
- O foco de transmissão pode estar relacionado a ambientes com roedores, como cabanas ou áreas fechadas em turismo fronteiriço, e a localização do porto de Ushuaia, na Terra do Fogo, é relevante para investigações.
Entre os hantavírus, o vírus Andes é o que apresenta transmissão entre pessoas e está ligado a um surto a bordo de um cruzeiro na Argentina. A Organização Mundial da Saúde confirmou cinco casos confirmados e três suspeitos entre passageiros e tripulação.
Especialistas destacam que não há vacina nem tratamento específico para o hantavírus, o que torna o atendimento rápido crucial. O vírus Andes é considerado mais agressivo entre as cepas conhecidas.
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis de fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Estudos argentinos desde os anos 90 investigam também a possibilidade de contágio entre pessoas.
Situação no cruzeiro MV Hondius
O surto a bordo do MV Hondius envolve passageiros provenientes da Argentina. A tripulação e os passageiros estão sendo monitorados, com atendimento médico intensificado para casos suspeitos. A confirmação oficial partiu de autoridades de saúde.
A condição de cada paciente varia conforme a idade, comorbidades e a rapidez do atendimento. A mortalidade associada ao hantavírus Andes é maior quando o atendimento é atrasado ou não há suporte adequado.
Contexto regional e fatores de risco
O vírus Andes circula no sul da Argentina e no Chile, com maior incidência em áreas de habitat de roedores. Condições ambientais que favorecem esses animais podem elevar o risco de infecção em atividades turísticas ou recreativas.
Especialistas ressaltam a importância de identificar o local de exposição dos primeiros casos no navio para entender o foco de transmissão. A Terra do Fogo não registra casos desde 1996, mas o surto no cruzeiro levanta vigilância na região patagônica.
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