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Passageiros de cruzeiro com hantavírus pedem tratamento humano

OMS confirma dois casos de hantavírus a bordo de cruzeiro em quarentena; 149 passageiros e tripulantes permanecem retidos em Cabo Verde

O navio de cruzeiro branco e azul navegando próximo a uma costa com vegetação seca, arbustos e pedras escuras. O mar está calmo e azul ao fundo.
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  • Dois casos confirmados de hantavírus e outros cinco sob suspeita, após mortes de três pessoas a bordo do cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia e estava no Atlântico; cerca de 149 passageiros e tripulantes seguem retidos.
  • Desembarque foi proibido em Cabo Verde; o navio recebeu autorização para seguir às Ilhas Canárias, na Espanha, onde deverá atracar nos próximos dias.
  • Agências internacionais e autoridades espanholas coordenam evacuações: alguns passageiros devem ser transferidos para Cabo Verde, enquanto outros seguirão para as Canárias; dois tripulantes com sintomas respiratórios permanecem a bordo.
  • OMS considera a possibilidade de transmissão pessoa a pessoa a bordo; pode ter havido infecção anterior ao embarque ou durante escalas; roedores são considerados origem provável.
  • Passageiros relatam incerteza e buscam clareza sobre procedimentos e segurança; o navio tem 107,6 metros de comprimento, capacidade para 170 passageiros e 57 tripulantes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou dois casos de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, que atravessava o Atlântico após sair de Ushuaia, na Argentina. Três mortes foram registradas entre os ocupantes do navio, com a presença do vírus confirmada em duas pessoas. O barco segue em quarentena na costa de Cabo Verde, enquanto equipes médicas avaliam a situação.

Cerca de 149 passageiros e tripulantes permanecem retidos a bordo, segundo a Oceanwide Expeditions, empresa responsável pela embarcação. Medidas de precaução rigorosas são adotadas, e todos aguardam instruções da OMS sobre próximos passos, incluindo possíveis evacuações.

Fall de informações e destino

Nesta terça-feira, o navio foi autorizado a seguir para as Ilhas Canárias após negociações entre autoridades espanholas e a OMS. As autoridades de Cabo Verde mantêm o desembarque suspenso por questões de segurança, avaliando quais passageiros podem necessitar de evacuação urgente.

O navio tinha previsão de atracar em Cabo Verde na terça, mas o desembarque foi impedido. Autoridades locais informaram que o restante da tripulação seguirá para as Canárias, com chegada estimada em três a quatro dias.

Segundo o Ministério da Saúde da Espanha, há avaliação sobre quais passageiros devem receber atendimento em Cabo Verde. Quem puder seguir poderá ir para as Canárias, conforme protocolo de saúde internacional.

Contexto médico e histórico do surto

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, e a infecção humana costuma ocorrer pela inalação de partículas presentes em fezes, urina ou saliva de roedores. A OMS investiga se houve transmissão entre pessoas a bordo, especialmente em casais que dividiam a mesma cabine, o que indica contato próximo.

Até o momento, dois tripulantes apresentam sintomas respiratórios e devem receber atendimento médico, com dois casos confirmados e uma possível transferência para a Holanda. Um terceiro passageiro, já evacuado para a África do Sul, também foi confirmado com o vírus.

A OMS destacou que a transmissão entre pessoas é incomum e que o risco para a população geral permanece baixo. A prioridade é o atendimento aos pacientes a bordo e a avaliação de medidas de controle para evitar novos casos.

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