- GMRT passa a ser o runtime padrão do GameMaker, substituindo o antigo GMS2; o GMS2 continua recebendo atualizações até o primeiro trimestre de 2028; o GMRT terá código aberto para PC, Web e Mobile no segundo trimestre de 2026, e assinantes Enterprise terão acesso ao código de consoles.
- Será lançado o Prefab Builder, para criar objetos padronizados no jogo, aproximando o GameMaker de funcionalidades populares em engines como Unity.
- GM-CLI oferece criação de projetos sem interface gráfica, compilação de versões jogáveis, integração com IA Claude Code para detecção de bugs e interação com GitHub.
- Novas linguagens: JavaScript (EcmaScript 2020) e TypeScript chegam ainda no segundo e terceiro trimestres de 2026; C# deverá ganhar suporte em uma versão Prévia no quarto trimestre de 2026.
- 3D fica mais acessível: suporte a modelos 3D e animações no formato glTF, Scene Graph para organização de elementos e matemática 3D (matrizes e quaternions), mantendo o GameMaker principalmente voltado ao 2D.
O GameMaker recebeu uma atualização de primavera anunciada pela desenvolvedora YoYo Games, proprietária da Opera. A novidade central é a integração com inteligência artificial, além de suporte a 3D e novas linguagens de programação. A atualização busca tornar a ferramenta mais relevante para equipes profissionais de pequeno e médio porte.
A YoYo Games informou que o novo Runtime, batizado GMRT, passa a ser o padrão para execução de jogos. O GMS2 continuará recebendo updates até o primeiro trimestre de 2028. O GMRT terá código aberto em versões para PC, Web e Mobile no segundo trimestre de 2026, com acesso estendido a assinantes Enterprise para consoles.
A empresa também prepara o Prefab Builder, ferramenta que facilitará a criação de objetos padronizados, semelhante ao que já ocorre em Unity. A novidade visa acelerar o desenvolvimento e padronizar componentes dentro de projetos.
Novidades em detalhes
Para desenvolvedores profissionais, a atualização traz a GM-CLI, uma interface de linha de comando. Ela permite criar projetos sem a interface gráfica, compilar builds e detectar bugs com auxílio de IA, além de facilitar integração com GitHub e criação de ferramentas próprias.
A integração da Claude Code com o fluxo de trabalho permite executar comandos via linguagem natural pela GM-CLI. Tarefas como consultar estruturas de projeto, encontrar bugs e ajustar configurações de builds passam a ganhar velocidade.
Novas linguagens aparecem no GameMaker: JavaScript (EcmaScript 2020), TypeScript e C#. O suporte a JavaScript chega no segundo trimestre de 2026, TypeScript no terceiro, e C# em versão Prévia no quarto trimestre de 2026. A ideia é não obrigar quem programa em GML.
3D entra no alcance da plataforma a partir da versão GMRT v0.20, com importação de modelos glTF e animações, além de uma Scene Graph para gerenciar elementos 3D. A engine continua predominantemente 2D, mas oferece funcionalidades para projetos híbridos.
Para quem é a atualização: iniciantes ainda podem explorar a interface gráfica com GML, porém desenvolvedores mais experientes ganham maior liberdade com linguagens profissionais, automação via GM-CLI e suporte a IA Claude Code.
A empresa destacou que o GameMaker permanece uma opção entre plataformas gratuitas e pagas, favorecendo quem busca não escrever código para criar jogos, mas também oferecendo opções avançadas para quem já domina linguagens de programação.
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