- Em de julho de 2022, recorde de quarenta graus fez duzentos incêndios na Inglaterra, com setenta casas destruídas e dezoito delas em Wennington, no leste de Londres.
- O Corpo de Bombeiros de Londres precisou usar todas as suas duzentas e quarenta e duas viaturas, com comandantes solicitando mais equipes, mangueiras e água.
- A situação evidenciou que incêndios podem avançar da zona rural para áreas urbanas, um cenário novo para a brigada, que reivindica mais treinamento e equipamentos.
- A pressão de água nas redes locais atrasou o combate; a fornecedora de água disse ter reduzido o fluxo por testes, e não há exigência similar para bombeiros.
- Modelagem com o sistema Prometheus sugeriu que, com pequenas mudanças de vento, o fogo poderia chegar a até cento e vinte imóveis; autoridades alertam para maior vulnerabilidade e necessidade de cooperação entre órgãos.
O fogo de Wennington, em Londres leste, ocorreu durante uma onda de calor recorde em 19 de julho de 2022. Dezesseis a dezessete quilômetros ao nordeste, 18 casas do vilarejo foram destruídas, parte de um total de 70 habitações atingidas em todo o Reino Unido naquele dia, num registro de 600 incêndios florestais. O episódio revelou a vulnerabilidade da resposta britânica a incêndios de grande escala.
A brigada de bombeiros de Londres (LFB), uma das maiores do mundo, mobilizou 142 viaturas e enfrentou dificuldades de abastecimento. Os bombeiros relataram calor extremo, com seus equipamentos ficando encharcados de suor, dificultando o trabalho. A atuação destacou a inexperiência anterior com incêndios florestais em áreas urbanas.
A investigação e as entrevistas apontam que o fogo subiu de um campo para a zona residencial, demonstrando a transição entre áreas rurais e urbanas. A LFB reforçou a necessidade de treinamento específico em incêndios florestais, aquisição de veículos todo-terreno e sprinklers industriais, além de pleitos por investimentos adicionais.
Especialistas em risco climático afirmaram que as condições de calor e seca devem aumentar a frequência de incêndios que atingem áreas habitadas. Estudo de modelagem com o sistema Prometheus simulou cenários em Dagenham, mostrando que, com pequenas mudanças de vento, poderiam ocorrer muito mais danos, chegando a dezenas de novas casas incendiadas.
Questões estruturais também foram discutidas. Em Wennington, a pressão da rede de água foi fraca no começo do incêndio, com a fornecedora reduzindo o fluxo para testes. A empresa afirmou ter restabelecido o abastecimento às 19h, seis horas após o início das chamas. A responsabilidade por água para bombeiros envolve diferentes órgãos reguladores.
A ambiente governamental britânico reconhece o desafio de alinhamento entre ministérios. Enquanto as políticas contra incêndios florestais ficam a cargo de Defra, serviços e segurança são geridos pela pasta de habitação e autoridades locais. Há esforço para revisar planos de seca e apoiar redes de água em situações de emergência.
A tragédia em Wennington acabou com a perda de terra e o deslocamento de moradores. Terry Sabberton faleceu meses depois, com piora de sua condição de saúde. Lynn Sabberton permanece reconstruindo a casa, agora com residência única. O episódio segue como marco para avaliação de riscos e reformas na gestão de incêndios no país.
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