- Mohenjo-Daro fica no Paquistão, no Vale do Indo, e tinha cerca de 4.500 anos de história.
- A cidade possuía banheiros privados conectados a um sistema de esgoto central, com dutos de tijolos cozidos.
- O planejamento urbano era de blocos retangulares com vias largas e tijolos padronizados, priorizando o bem-estar coletivo.
- Edificações públicas destacadas incluem o Grande Banho, o celeiro central e a cidadela fortificada.
- O abandono ocorreu, segundo estudos, devido a mudanças climáticas e ao desvio do leito do rio, que comprometeram a agricultura.
O sítio arqueológico de Mohenjo-Daro, no atual Paquistão, revela uma metrópole do Vale do Indo com planejamento urbano avançado há quase 4.500 anos. A cidade contava com redes de água e esgoto que surpreendem pela complexidade, muito antes de qualquer exemplo europeu.
As residências tinham banheiros conectados a um sistema de esgoto centralizado. A água seguia por dutos de tijolos cozidos, evitando contaminação. O modelo urbano sugeria gestão hídrica pública eficiente e padronizada.
O traçado urbano organizava blocos retangulares separados por vias largas. Edificações utilizavam tijolos com proporções constantes, preservando o layout ao longo de milênios. A ausência de palácios grandiosos indica foco no bem-estar coletivo.
Estruturas públicas e funcionamento
O Grande Banho, tanque retangular impermeabilizado, aparece como referência central. Historiadores associam o espaço a rituais de purificação física e espiritual. Celeiros fortificados asseguravam o armazenamento de cereais vitais, com clima controlado.
A Cidadela Fortificada representaria a base da administração e da proteção das elites. A infraestrutura evidencia uma economia irrigada por uma rede de encanamentos, fossas de decantação e tubulações seladas com betume.
Tecnologias e construção
A produção de tijolos resistentes à umidade sustentou construções de até dois andares. A mobilidade urbana era favorecida por ruas pavimentadas que suportavam o tráfego de carroças. Sistemas de aquecimento rudimentares também indicam adaptação climática.
Abandono e debates
Expertises apontam mudanças climáticas severas como fator provável do colapso populacional. Estudos geofísicos sugerem que a queda de chuvas impactou a agricultura local, levando moradores a buscar abrigo em vilarejos vizinhos. Fontes da arqueologia internacional corroboram essa linha.
As descobertas de Mohenjo-Daro ressaltam o nível de planejamento e saneamento já presente milhares de anos atrás, desafiando cronologias europeias e ampliando o entendimento sobre engenharia urbana antiga.
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