Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Parkinson: neurologistas explicam os três pilares do cuidado com Dr. Kalil

Parkinson tem três pilares de cuidado — farmacológico, não farmacológico e cirúrgico. Neurologistas explicam no Sinais Vitais as opções e o DBS como alternativa

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Parkinson tem três pilares de cuidado: não farmacológico, farmacológico e terapias avançadas, incluindo a cirurgia, conforme explicaram neurologistas no programa Sinais Vitais.
  • No tratamento farmacológico, os remédios se dividem em dopaminérgicos e não dopaminérgicos; entre os não dopaminérgicos está a amantadina, usada para discinesias, e entre os dopaminérgicos estão agonistas, inibidores da degradação da levodopa e a levodopa, considerado o padrão-ouro.
  • A levodopa é transformada em dopamina no sistema nervoso central, ajudando a reduzir os sintomas motores. A amantadina atua especialmente em fases mais avançadas da doença com discinesias.
  • Cirurgia é considerada para pacientes com resposta insuficiente aos medicamentos, especialmente aqueles com longos períodos de “off”, lentidão e tremores persistentes.
  • A principal cirurgia é a estimulação cerebral profunda (DBS): dois eletrodos implantados no cérebro, conectados a uma bateria no tórax; o dispositivo melhora tremor e bradicinesia e pode reduzir a dose de medicamentos.

O programa CNN Sinais Vitais contou com neurologistas para esclarecer opções de tratamento do Parkinson no Brasil. Roberta Saba (UNIFESP) e Rubens Cury (HCFMUSP) apresentaram, ao Dr. Kalil, os três pilares do cuidado: não farmacológico, farmacológico e cirúrgico.

No tratamento farmacológico, destacam-se dois grupos: dopaminérgicos e não dopaminérgicos. Entre os não dopaminérgicos, a amantadina é usada para discinesias, movimentos involuntários que aparecem em estágios avançados. Entre os dopaminérgicos, estão os agonistas, inibidores da degradação da levodopa e a levodopa, principal medicamento do tratamento.

A levodopa, substância que chega ao sistema nervoso central e se transforma em dopamina, é considerada o pilar central do manejo motor da doença. O uso adequado de medicamentos pode reduzir sintomas como tremor, rigidez e bradicinesia em muitos pacientes.

Cirurgia DBS

Existe um grupo de pacientes com resposta insuficiente aos fármacos, apresentando longos períodos de off, lentidão e tremores persistentes. Nesses casos, a cirurgia pode ser considerada como alternativa.

A intervenção mais comum é o DBS, ou Estimulação Cerebral Profunda. Dois eletrodos são implantados no cérebro, conectados a uma bateria posicionada no tórax, parecida com um marcapasso. O objetivo é modular a atividade de núcleos envolvidos nos déficits motores.

Após a cirurgia, o dispositivo é programado para direcionar energia às áreas afetadas. O DBS pode reduzir significativamente os sintomas motores e as discinesias, possibilitando a redução da dose de medicamentos em muitos pacientes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais