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Drones de entrega sobre NYC: viabilidade ainda incerta

Drones de entrega cruzam o East River em piloto de um ano, avaliando viabilidade, segurança e impacto logístico na rede médica de Nova York

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  • Drones de entrega da empresa britânica Skyports realizam viagens diurnas úteis entre o extremo de Manhattan e um cais em Brooklyn, por um ano, cruzando o East River.
  • Inicialmente transportando cargas leves para um sistema de saúde de Nova York, com alguns quilos de papel; mais adiante, devem incluir itens não perigosos, como farmacêuticos leves.
  • O projeto piloto é realizado pela Port Authority de Nova York e Nova Jersey, em parceria com a NYC Economic Development Corporation, para avaliar como a entrega por drone se encaixa no ambiente urbano e no espaço aéreo.
  • As entregas precisam de aprovação da Federal Aviation Administration (FAA) e de uma autorização semanal da polícia de Nova York; o início foi atrasado por questões de permissão e pela cooperação com comunidades locais.
  • O ruído dos drones é comparável ao de uma cortadora de gramado (entre 60 e 100 decibéis); a iniciativa busca entender impactos na vizinhança e na prestação de cuidados médicos, sem afetar serviços existentes.

A cidade de Nova York recebe, por um ano, entregas com drones operados pela empresa britânica Skyports. Vão cruzar o East River entre Manhattan e Brooklyn cargas leves, de segunda a sexta. O objetivo é testar a viabilidade do serviço no espaço urbano congestionado.

As aeronaves transportam, por enquanto, apenas alguns quilos de papel para um sistema de saúde local, com previsão de ampliar para itens não perigosos e não biológicos, como farmacêuticos leves, conforme o funcionamento se confirme. O piloto ocorre dentro de uma experiência regulada.

O projeto é gerido pela Port Authority de Nova York e Nova Jersey, em parceria com a NYC Economic Development Corporation. A missão inclui medir impactos no atendimento médico e na logística da clínica envolvida, cujo nome não foi divulgado por razões contratuais.

A iniciativa envolve aprovação da Federal Aviation Administration e exige supervisão de pilotos certificados, trajetos fixos e autorizações semanais da polícia de Nova York. O atraso na obtenção de permissões contribuiu para o adiamento do início.

Nova York tem ventos regulatórios e de segurança peculiares: o espaço aéreo é intenso, com três aeroportos internacionais e heliportos na cidade. A cidade também manteve consultas com conselhos comunitários locais antes de permitir as operações.

Sobre o ruído, os drones da Skyports devem gerar entre 60 e 100 decibéis, similar ao som de um cortador de grama. Vizinhanças costumam registrar queixas quando o volume se avizinha de um transtorno sonoro constante. A prefeitura abriu canal específico para reclamações.

Especialistas destacam que projetos de entrega com drones, hoje, funcionam melhor em áreas rurais ou suburbanas, onde há menos obstáculos de tráfego. Em contextos urbanos densos, o ganho de tempo precisa ser comprovado com segurança, custo e aceitação comunitária.

Ao longo do ano, espera-se avaliação do custo-benefício, da velocidade de entrega e do impacto no atendimento médico. O regulador FAA discute mudanças que podem facilitar futuras operações fora da linha de visão, ampliando oportunidades de uso.

Não sendo um fomento ao uso doméstico, o projeto reforça a necessidade de regulamentação rigorosa. A Port Authority reforça que as operações são restritas ao escopo do piloto e não autorizam iniciativas amadoras.

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