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Mães na era da IA recorrem a tecnologia de fertilidade no pós-parto

IA e femtechs ajudam gestantes a monitorar saúde e planejar o pós-parto, mas excesso de informações pode provocar ansiedade de saúde e não substitui médicos

Mãe de primeira viagem, Laura Fiuza Dubugras usou ferramentas de IA e wearables para apoiar a maternidade antes, durante e após a gravidez
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  • Mulheres recorrem a aplicativos, IA e dispositivos para acompanhar gravidez, dúvidas sobre amamentação e sono do bebê, com exemplos como o Natural Cycles integrado ao anel Oura Ring.
  • Laura Fiuza Dubugras, mestra em ciência da computação, usou o app para mapear fertilidade e obteve teste positivo na primeira tentativa; o algoritmo facilita o registro de dados.
  • Carolina Kia criou seis assistentes virtuais com o ChatGPT para orientar ginecologia, nutrição, fisioterapia pélvica, treino e sono, e usa a IA para decisões rápidas durante a gestação.
  • Mesmo após o nascimento, a IA segue como suporte, como no caso de Bruna Bonilha Villa Dalla, que usa o ChatGPT para dúvidas de amamentação; especialistas ressaltam que a IA não substitui o acompanhamento médico.
  • Estudos indicam uso crescente de IA por pais e aumento de femtechs, mas também alertam para ansiedade de saúde; tecnologia funciona como complemento à atenção humana e médica.

Maternidade na era da IA ganha protagonismo de mães que combinam fertilidade, gravidez e cuidado pós-parto com ferramentas digitais. Aplicativos, IA e dispositivos ajudam a acompanhar a gestação, esclarecer dúvidas sobre amamentação e até prever horários de sono do bebê. Especialistas alertam para os limites dessas soluções.

A pesquisadora Laura Fiuza Dubugras, mestra em ciência da computação pela Stanford, usou o Natural Cycles aliado ao anel Oura Ring para mapear fertilidade. O resultado foi positivo na primeira tentativa, após acompanhar o ciclo com algoritmos que aprendem o comportamento do corpo ao longo do tempo.

Na prática da gravidez, Carolina Kia, CRO da BRQ, desenhou uma equipe multidisciplinar virtual via ChatGPT para gerenciar informações e orientações durante o período gestacional. Taxas de confiabilidade surgem a partir de orientações geradas pela IA, ajustadas por médicos.

A lista de tarefas não se limita à gravidez. Com 40 semanas, Kia usou IA para montar o enxoval e estimar o uso de fraldas, demonstrando como a tecnologia pode compor etapas do parto à maternidade. O uso se estende ao pós-parto, com suporte contínuo.

Bruna Bonilha Villa Dalla, executiva do J.P. Morgan, recorre ao ChatGPT para dúvidas sobre amamentação, como horários e técnicas. A ferramenta, quando bem orientada por prompts, pode oferecer informações embasadas, complementando o acompanhamento profissional.

Especialistas reiteram: a IA é um complemento, não substituto de obstetras, nutricionistas ou enfermeiras. O papel humano permanece essencial para decisões críticas e para o cuidado clínico da mãe e do bebê.

Ferramentas movidas por IA aparecem como triagem inicial, especialmente para quem tem acesso limitado a especialistas. Descrever sintomas em uma IA pode indicar se vale acionar um médico, segundo fontes da área de saúde materna.

O cenário aponta para um boom de femtechs, com dispositivos que vão desde ultrassons portáteis até capas de colchão com controle de temperatura. Apps dedicados à saúde pélvica, saúde mental pós-parto e suporte emocional representam a diversidade de opções.

Entre os exemplos citados estão plataformas que monitoram sono, planos de recuperação da saúde pélvica e assistentes de suporte para a amamentação. No Brasil, apps locais convivem com opções internacionais, ampliando o ecossistema de maternidade digital.

O estudo recente indica que mais da metade dos pais já busca informações sobre filhos por meio de IA, e que muitos grávidos acompanham a gestação com apps. A disseminação dessas ferramentas cresce, acompanhando a evolução tecnológica no setor.

O benefício central reside no acesso à informação e na economia de tempo, permitindo que mães e pais planejem atividades e conciliem a vida profissional. Contudo, o excesso de dados pode gerar ansiedade de saúde e desconfiança em profissionais de saúde.

Pesquisas apontam que a hiperinformação durante o período perinatal pode levar à exaustão emocional. Especialistas destacam a necessidade de parcimônia no uso de IA, mantendo o equilíbrio entre tecnologia e orientação clínica.

No aspecto humano, comunidades online e grupos de mães continuam relevantes. A troca de experiências e o acolhimento são aspectos que a IA não substitui, reforçando que o cuidado compartilhado é parte integral da maternidade.

Olhar para o futuro aponta para IA mais personalizada e acessível no cotidiano materno. As protagonistas entrevistadas projetam serviços mais abrangentes, com suporte remoto e leitura de dados em tempo real por wearables e dispositivos conectados.

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