- A Latam utiliza desde o fim de 2023 o revestimento AeroSHARK na fuselagem, desenvolvido pela Lufthansa Technik e pela BASF Coatings; é a primeira companhia fora do grupo Lufthansa a adotá-lo.
- O filme tem riblets longitudinais de cerca de 50 micrômetros que reduzem a resistência ao avanço, resultando em menor consumo de combustível e emissões.
- Em teste, a primeira aplicação em um Boeing 777-300ER em São Paulo levou a uma redução média de 1% no consumo de combustível e nas emissões de carbono; a empresa ampliou para seis aeronaves do mesmo modelo.
- A Latam prevê que, até 2027, toda a frota de 10 Boeing 777-300ER esteja adaptada, com potencial de redução de até 12 mil toneladas de CO₂ por ano.
- O grupo também realiza outras medidas de eficiência, como taxiamento com motor único, redução de peso com assentos mais leves em A320neo/A321neo e remoção de telas antigas, que somam ganhos de economia e redução de emissões.
A Latam adotou o revestimento AeroSHARK, inspirado na pele de tubarão, para reduzir a resistência aerodinâmica. A tecnologia é aplicada na fuselagem das aeronaves desde o fim de 2023.
Desenvolvida pela Lufthansa Technik e pela BASF Coatings, a película é instalada sobre a superfície dos aviões. A Latam é a primeira companhia fora do grupo Lufthansa a utilizar a tecnologia.
Após testar em um Boeing 777-300ER em São Paulo, há três anos, a empresa verificou queda média de 1% no consumo de combustível e nas emissões de CO₂. Com base nesses resultados, ampliou o uso para seis aeronaves do mesmo modelo.
A projeção é que toda a frota do 777-300ER da Latam, formada por 10 aeronaves, seja adaptada até 2027. A empresa estima um corte de até 12 mil toneladas de CO₂ por ano nesse conjunto.
Além do AeroSHARK, o Grupo Latam Airlines registra outras ações para eficiência operacional. Iniciativas e uso de dados ajudam a evitar mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano, segundo a companhia.
O pacote de medidas envolve ainda o taxiamento com motor único, quando as condições permitem. A Latam diz que o método reduz emissões sem comprometer a segurança, evitando mais de 100 mil toneladas de CO₂ por ano.
Outra frente envolve a redução de peso das aeronaves. Os novos Airbus A320neo e A321neo, introduzidos desde outubro de 2025, contam com assentos mais leves, entre 200 e 250 kg por avião, o que gera economia de cerca de 5 mil toneladas de CO₂ por ano e US$ 1,5 milhão.
A retirada de telas suspensas antigas também contribui para menor peso, com estimativa de evitar 7 mil toneladas de CO₂ por ano e gerar economia acima de US$ 2 milhões, conforme a Latam.
Segundo Stephano Gachet, líder do programa de eficiência operacional, a sustentabilidade na aviação depende de decisões operacionais diárias que, somadas, geram impacto significativo. As ações integram o programa Eficiência de Combustível da Latam.
Com esses avanços, a Latam reforça a meta de melhorar a eficiência do grupo e reduzir o consumo de combustível, mantendo o foco na neutralidade de carbono e na redução de emissões.
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