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Saúde pública e artes na velhice: ciência da longevidade

Estudo da University College London aponta que participação regular em atividades artísticas reduz idade biológica, em ritmo similar ao exercício, destacando papel da cultura na saúde pública

‘The researchers’ call for the arts to be included in public health strategies is a bold one.’
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  • estudo da University College London mostrou que participação regular em artes melhora indicadores de envelhecimento biológico, segundo relógios epigenéticos.
  • pessoas que frequentaram concertos, exposições ou que cantaram em corais e pintaram tinham envelhecimento biológico mais lento em comparação com quem não participou.
  • quem realizava atividade artística pelo menos uma vez por semana ficou, em média, um ano mais jovem biologicamente do que quem praticou menos.
  • os efeitos foram mais fortes entre adultos de meia-idade e mais velhos, e entre quem se envolveu em mais de um tipo de atividade artística.
  • os autores defendem incluir as artes em estratégias de saúde pública, destacando vínculos com bem-estar, redução de estresse e interação social, além de considerar limitações de correlação versus causalidade.

O estudo, feito por pesquisadores da University College London, associou participação regular em atividades artísticas a um envelhecimento biológico mais lento. A análise utilizou amostras de sangue e dados da UK Household Longitudinal Study.

Entre quem participou de concertos, exposições, corais ou atividades criativas, houve queda média no ritmo de envelhecimento. Quem praticou arte pelo menos semanalmente aparentou ser biologicamente um ano mais jovem.

Os benefícios foram mais evidentes em adultos de meia-idade e idosos, principalmente entre quem se envolveu em mais de uma atividade artística. Os autores destacam que os resultados são baseados em relógios epigenéticos, com limitações.

Limites e impactos

A relação entre prática artística e biologia ainda provoca debate sobre causalidade. Pesquisas anteriores já discutiram o papel de correlações vs. causas. A leitura sugere associação, não prova desenho causal.

Especialistas ressaltam que o interesse pela arte não se resume a efeitos na saúde. A prática cultural pode apoiar bem-estar social e espiritual, além de potenciais benefícios a longo prazo.

Implicações para políticas públicas

O estudo sugere que artes e atividades culturais possam integrar estratégias de saúde pública. Portas abertas a bibliotecas, museus e espaços de leitura aparecem como componentes de bem-estar comunitário.

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