- A águia padeira branca Aspen, filhote nascida em Glengarriff Nature Reserve, Cork, faz parte de programa de reintrodução e partiu em 22 de março.
- Em 48 dias, com acompanhamento por satélite, percorreu 26 condados da ilha, passando por Leinster, Ulster e Connaught, antes de retornar a Munster.
- Na Irlanda do Norte, visitou os condados de Armagh, Down, Tyrone, Londonderry e Fermanagh.
- A pesquisadora Clare Heardman, da National Parks and Wildlife Service, destaca o vínculo especial com Aspen e aponta que as águias costumam viajar muito nessa época do ano.
- O programa de reintrodução, iniciado em 2007, já monitora cerca de noventa águias; em 2024 houve o primeiro acasalamento na Irlanda do Norte e há relatos de rebatimento de pares em várias regiões.
A jovem águia-petrecha, Aspen, realizou uma grandiosa viagem pela ilha da Irlanda em 48 dias, atravessando 26 condados. A ave nasceu no Glengarriff Nature Reserve, em Cork, no âmbito de um programa de reintrodução, e partiu em 22 de março. Um rastreador via satélite mapeou seus trajetos ao longo de sete semanas, mostrando um percurso que incluiu Leinster, Ulster e Connaught, antes de retornar a Munster.
Durante a passagem por a Irlanda do Norte, Aspen visitou os condados de Armagh, Down, Tyrone, Londonderry e Fermanagh. A águia pertence à maior espécie de falcões da região e, apesar do sucesso do projeto de reintrodução, continua sob observação de especialistas.
A supervisão é feita pela NPWS, com Clare Heardman acompanhando dezenas de aves. Heardman destaca que Aspen tem perfil migratório acentuado e que essas jornadas são comuns na época, quando correntes ascendentes favorecem deslocamentos rápidos. O trajeto manteve o animal próximo à costa em alguns momentos, explica.
Aspen recebeu o nome por uma árvore singular perto do ninho. Heardman sustenta que as redes de acompanhamento ajudam a entender o comportamento de aves raras, especialmente as que nasceram em programas de reintrodução ao longo de anos. A pesquisadora observa que Aspen já demonstrou comportamento de viajante desde a primeira saída solo.
A visibilidade pública aumentou após a publicação do mapa de viagens nas redes sociais. Segundo Heardman, a identificação com a rota percorrida ajuda o público a compreender a mobilidade dessas aves, que podem cruzar grandes áreas em curtos intervalos.
Desafios e contexto da espécie
Asseyas brancas, também chamadas de águias-caretas, têm envergadura de até 2,5 metros. Elas ficaram extintas na região no final do século XIX e início do XX, mas a reintrodução com aves norueguesas tem avançado nos últimos anos. Em 2024, um casal em Fermanagh foi o primeiro a reproduzir na Irlanda do Norte em mais de 150 anos.
Especialistas ressaltam que populações reprodutivas já foram confirmadas em Kerry, Cork, Clare, Galway e Donegal. Dr. Eimear Rooney, da Northern Ireland Raptor Study Group, afirma que o deslocamento dessas aves não surpreende, pois, nesta época, deslocamentos amplos são comuns.
Riscos para jovens aves em fase exploratória incluem envenenamento, wind turbines e condições climáticas adversas. Em 2023, houve casos de óbito por envenenamento na Irlanda do Norte, enquanto Donegal registrou mortes ligadas a turbinas eólicas. A observação aponta que Aspen está em estágio de busca por território para eventual reprodução.
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