- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária confirmou, na quarta-feira, 13, a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de produtos da Ypê suspensos pela Anvisa na semana anterior.
- A bactéria já tinha sido encontrada em itens da marca em novembro do ano passado, quando a empresa foi autuada pela agência.
- Especialistas destacam que a Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista, geralmente pouco agressiva para a população em geral, mas pode afetar grupos como pacientes com fibrose cística, queimados, imunossuprimidos, recém-nascidos e idosos frágeis, além de usuários de cateter ou ventilação mecânica.
- A presença da bactéria nos produtos de limpeza pode comprometer a eficácia da higienização e contaminar superfícies e utensílios, aumentando o risco de infecções em pessoas vulneráveis; em indivíduos saudáveis, o risco é menor.
- Em 7 de maio a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão da fabricação, comercialização e uso de diversos itens da Ypê por falhas no controle de qualidade; em 8 de maio a empresa apresentou recurso, com a suspensão dos efeitos da proibição, porém a agência manteve a orientação de não usar os produtos; a votação do recurso foi adiada para sexta-feira, 15.
Na última quarta-feira, 13, a Anvisa confirmou, em reunião da diretoria, a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes suspensos de produtos da Ypê. A autoridade justificou a continuidade do alerta sanitário.
A bactéria foi identificada durante fiscalização relacionada à suspensão determinada pela Anvisa na semana anterior. A medida envolve a fabricação, comercialização e uso de itens da marca, por falhas no controle de qualidade identificadas no processo produtivo.
A confirmação ocorre após a agência já ter autuado a empresa em novembro do ano passado pela mesma contaminação. Na ocasião, também houve recolhimento de produtos por problemas no controle microbiológico.
Contexto sobre a Pseudomonas aeruginosa: a bactéria vive na água, no solo e em superfícies úmidas. Em geral, é pouco agressiva para pessoas saudáveis, mas pode afetar grupos vulneráveis, como pacientes com fibrose cística, imunocomprometidos e recém-nascidos.
Para infectologistas, a presença em produtos de limpeza aumenta o risco de contaminação de pessoas suscetíveis e pode, em alguns casos, levar a infecções graves. Em indivíduos saudáveis, o risco é menor, mas não inexistente diante de feridas ou lesões na pele.
Entre os grupos de maior preocupação estão pacientes com complicações graves, usuários hospitalares e pessoas com cateteres ou em ventilação mecânica. A Anvisa manteve o alerta após reverter a suspensão, mantendo autoridades alertas sobre o uso dos itens.
Caso Ypê e desdobramentos: uma inspeção conjunta da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo identificou 76 irregularidades no processo produtivo da Química Amparo, responsável pela marca. A detecção levou ao recolhimento inicial de 7 de maio.
A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização e uso de diversos produtos da marca por falhas de garantia e controle de qualidade, com evidência de Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes. A empresa apresentou recurso no dia seguinte, 8, mas a decisão de uso permaneceu desaconselhado.
Na última quarta, 13, a Anvisa adiou a votação do recurso apresentado pela Ypê e marcou nova avaliação para a próxima sexta-feira, 15. O objetivo é confirmar medidas de proteção ao consumidor e a continuidade ou ajuste das recomendações de uso.
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