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Computador de 2 mil anos encontrado em naufrágio grego previa eclipses

Mecanismo de Anticítera, com mais de trinta engrenagens de bronze, previa eclipses e eventos celestes, revelando engenharia grega avançada para a época

O computador de 2 mil anos encontrado em um naufrágio grego que previa eclipses quando Roma ainda dominava o Mediterrâneo
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  • O mecanismo, encontrado no naufrágio grego, envolve mais de trinta engrenagens de bronze conectadas para traduzir o movimento dos astros em um mostrador.
  • O conjunto permitia observar o futuro astronômico por meio de uma manivela lateral, com painéis frontais e traseiros que exibiam cálculos complexos.
  • Entre os componentes, havia um calendário espiral, cálculo de órbitas e inscrições que somam cerca de 3.500 caracteres, funcionando como um manual de instruções gravado no bronze.
  • O segredo estava na capacidade de simular o ciclo de Saros, cerca de dezoito anos, permitindo indicar dia, cor e duração de eclipses solares iminentes, além de dados sobre posições de cinco planetas visíveis.
  • A peça, possivelmente criada sob o conhecimento de Arquimedes, foi perdida após o naufrágio e o conhecimento técnico perdeu-se por séculos, permanecendo a 45 metros de profundidade perto de Anticítera.

O mecanismo de Anticítera, encontrado no fundo de um naufrágio grego, tem surpreendido pela complexidade. Estudiosos apontam que o artefato previa eclipses e eventos astronômicos com alto grau de precisão, remontando a Roma ainda dominante no Mediterrâneo.

O objeto, com mais de 2000 anos, foi recuperado de um site submerso próximo à ilha de Anticítera. Em estudo conduzido por pesquisadores de renome, a peça desvendou uma arquitetura de engrenagens de bronze e um sistema de cálculo avançado para a época.

Como funcionava o mecanismo

O dispositivo utilizava mais de 30 engrenagens de bronze conectadas para traduzir o movimento dos astros. Um operador girava uma manivela, revelando cálculos em painéis frontais e traseiros.

  • Engrenagens: cerca de 37 peças que simulavam órbitas.
  • Mostrador: calendário espiral que indicava feriados.
  • Inscrições: texto gravado com milhares de caracteres, atuando como manual.

O que o mecanismo previa

A máquina conseguia simular o ciclo de Saros, de cerca de 18 anos, para prever eclipses. Assim, ela indicava o dia, a cor e a duração de um eclipse solar iminente.

Registros gravados no bronze descrevem fases lunares e datas de grandes eventos, como Olimpíadas. Entre as funções estavam a sincronização entre calendários lunar e solar e a indicação das posições de cinco planetas visíveis.

Quem projetou e onde ficou conhecido

A engenharia aponta para um alto nível de conhecimento, possivelmente associado a figuras da tradição grega. A peça, porém, afundou antes de chegar à cidade de Roma, alimentando debates sobre sua origem e finalidade.

A descoberta destaca o auge da mecânica clássica na Antiguidade e o papel da engenharia naquela era, que sofreu mudanças políticas e urbanas profundas na região.

Legado técnico e o apagamento do conhecimento

O naufrágio deixou um hiato de séculos na história da engenharia. O artefato, hoje a poucos metros de profundidade, perto de Anticítera, oferece visão sobre uma matemática capaz de prever fenômenos sem eletricidade.

Especialistas ressaltam que a peça revela uma visão de mundo sofisticada entre antigos navegadores e astrônomos, mantendo a curiosidade sobre o que o conhecimento humano já atingiu em tempos remotos.

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