- A sonda NASA Psiquê passa a 4,5 mil quilômetros de Marte para ganhar impulso gravitacional e seguir rumo ao asteroide Psiquê, o maior corpo metálico do Sistema Solar.
- O sobrevoo marciano também servirá para calibrar instrumentos científicos da missão, incluindo câmeras a bordo.
- O percurso envolve cerca de 3,5 bilhões de quilômetros até o asteroide, que fica na borda externa do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, com chegada prevista em agosto de 2029.
- A sonda deverá orbitar Psiquê por 26 meses, durante os quais mapeará gravidade, propriedades magnéticas e composição do asteroide.
- Psiquê é composto principalmente por ferro, níquel e ouro, com valor hipotético na casa dos US$ 10 quatrilhões; a missão não visa mineração, mas entender a formação de planetas rochosos.
A sonda da Nasa Psiquê passou a 4,5 mil quilômetros de Marte nesta sexta-feira, 15/5, para realizar um impulso gravitacional que a colocará na rota final rumo ao asteroide Psiquê. O movimento economizará combustível e permitirá calibrar instrumentos da missão, incluindo câmeras científicas.
Lançada em outubro de 2023, a missão tem como destino o maior asteroide rico em metais do Sistema Solar. A viagem é de cerca de 3,5 bilhões de quilômetros e o encontro está previsto para agosto de 2029, com orbitar o corpo celeste por 26 meses.
O objetivo científico é estudar o núcleo metálico de Psiquê, composto principalmente por ferro e níquel, além de ouro e rochas. A pesquisa busca ampliar o entendimento sobre a formação da Terra e de outros planetas rochosos, sem envolver mineração.
Sobrevoo a Marte e impulso gravitacional
O sobrevoo foi programado para conservar propulsor de xenônio e permitir ajustes finos na trajetória. A equipe de operações pretende usar o encontro para calibrar instrumentos, reforçando a precisão dos dados coletados.
A sonda, do tamanho de uma van, chegará a Psiquê em 2029 e deverá permanecer em órbita por mais de dois anos. O estudo deverá mapear gravidade, propriedades magnéticas e composição do asteroide.
O asteroide Psiquê
Descoberto em 1852, Psiquê recebe o nome da deusa grega da alma. O objeto é visto como o maior corpo conhecido com núcleo metálico, estimando-se valor hipotético de ativos na casa dos US$ 10 quatrilhões. A hipótese central é que Psiquê tenha sido o núcleo interno de um planeta pré-histórico, destruído por colisões no early Solar System.
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