- Florida manteve a permissão para capturar mantas gigantes, mas passou a exigir consentimento prévio da comissão para exportação ou exibição responsável nos EUA.
- A nova regra proíbe capturar mantas e enviá-las para aquários no exterior; qualquer instituição dos EUA que deseje exibir precisa comprovar finalidade educativa.
- A decisão ocorre após vídeo viral que mostrou uma manta capturada em condições perturbadoras, aumentando a pressão sobre o uso comercial da espécie.
- Atualmente, apenas o Georgia Aquarium tem instalações no país para abrigar e exibir mantas gigantes, que podem chegar a oito metros de envergadura.
- A norma entra em vigor em 1º de julho, e o comitê afirmou buscar maior transparência e participação pública ao definir novos parâmetros de SAL (licença de atividade especial).
A Florida aprovou regras que restringem a captura de grandes manta-rays, mantendo a possibilidade de capturar algumas para exibição. A decisão foi tomada após um vídeo viral mostrar uma manta em sofrimento durante a captura em águas da Flórida. As mudanças foram anunciadas pela Comissão de Conservação da Pesca e da Vida Selvagem (FWC).
A comissão manteve a permissão de captura, mas exigiu consentimento direto prévio para cada caso e proibiu o envio de mantas para aquários internacionais. Além disso, qualquer instituição que deseje exibir uma manta precisa comprovar finalidade educativa.
O caso que impulsionou a revisão envolveu quinta manta capturada com fins de exibição, sob uma licença de atividade especial (SAL) da FWC, com destino ao SeaWorld de Abu Dhabi. Dados apontam que 25 licenças foram emitidas desde 2019, três apenas para uso internacional nos últimos dois anos.
Nova regra entra em vigor
Uma mudança-chave é a proibição de exportação internacional para fins de exibição ou educação sem aprovação institucional prévia. Atualmente o Georgia Aquarium é o único local nos EUA apto a abrigar e exibir a espécie, que pode chegar a 8 metros de envergadura e 2,4 toneladas.
Políticos e entidades de defesa animal expressaram apoio crítico à medida, apontando deficiências no equilíbrio entre educação e proteção de espécie ameaçada. Defensores reiteraram a necessidade de um limite maior e avaliações mais rigorosas ao longo do tempo.
A FWC afirmou que a nova regra visa ampliar a transparência, permitir comentários públicos e ajustar parâmetros conforme o uso do SAL. A implementação ocorre em 1º de julho, com supervisão contínua sobre a coleta de espécies marinhas ameaçadas para exibição responsável.
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