- Estocolmo lidera o ranking COOLCITY como cidade mais resiliente da Europa diante da crise climática, com nota de 6,7 em uma escala de 0 a 10.
- O estudo avaliou mais de 11 mil áreas urbanas e considerou áreas verdes, drenagem, biodiversidade, rios e lagos, e condições térmicas para evitar ilhas de calor.
- Países do norte aparecem em vantagem; no top 10 aparecem Vilna, Riga, Tallinn, Helsinque, Zagreb, Bratislava, Varsóvia e Praga, entre outros, enquanto Paris, Madrid e Lisboa ficaram fora das dez primeiras.
- Estocolmo investe em soluções urbanas de adaptação climática, como os “canteiros de Estocolmo” para drenagem e sombra, além de planos até 2030 e 2040 para reduzir emissões e ampliar transporte elétrico e áreas verdes.
- A cidade também criou um orçamento de carbono para limitar emissões futuras, alinhando políticas de transporte, energia e planejamento urbano com metas de descarbonização.
Estocolmo aparece como a cidade mais resiliente da Europa diante da crise climática, em um ranking que avaliou mais de 11 mil áreas urbanas. O estudo analisa ondas de calor, enchentes e eventos extremos.
O levantamento leva em conta áreas verdes, capacidade de absorção de água, biodiversidade, rios e lagos, além de condições térmicas para evitar ilhas de calor. A cidade sueca foi avaliada com 6,7 em uma escala de 0 a 10.
Capitais europeias como Paris, Madri e Lisboa tiveram desempenho abaixo das dez primeiras, o que evidencia variações regionais na adaptação às mudanças climáticas. O resultado destaca o papel de investimentos urbanos na resposta às altas temperaturas.
Ranking e critérios
Estocolmo ficou em primeiro lugar entre capitais, seguido por Vilna e Riga. A lista completa aponta ainda Tallin, Helsinque e Zagreb entre as dez primeiras posições. A análise utiliza imagens de satélite e IA para medir a adaptação urbana.
Entre os fatores avaliados estão a presença de canteiros, que ajudam a drenagem, reduzir alagamentos e refrescar a cidade. A vegetação intensa contribui para absorção de carbono e melhoria da qualidade do ar.
Os pesquisadores ressaltam que resultados vão além de condições naturais: o planejamento urbano e soluções de infraestrutura são determinantes para a resiliência diante de secas, enchentes e ondas de calor.
Planos climáticos e ações locais
Estocolmo divulgou dois planos até 2030 e 2040, com metas de reduzir 80% das emissões ligadas à energia e transporte, reduzir pela metade as emissões de consumo e eliminar fósseis até 2040. Expansão do transporte público elétrico está prevista.
O município prevê ampliar áreas verdes, incentivar bicicletas e proteger a biodiversidade. Também está prevista adaptação de infraestrutura para suportar ondas de calor e chuvas intensas, com um orçamento de carbono para limitar emissões futuras.
As iniciativas incluem mecanismos de drenagem urbana e redução de superfícies impermeáveis, práticas que vêm sendo discutidas em outras cidades brasileiras diante de enchentes e calor extremo.
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