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Anvisa paralisa produção irregular de canetas emagrecedoras por manipulação

Anvisa interdita produção irregular de tirzepatida pela Nutromni em Tocantins; operação não localizou estoques e não houve comprovação de testes clínicos

Tirzepatida é o princípio ativo das canetas emagredoras da marca Mounjaro
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  • Anvisa interditou a produção irregular de tirzepatida, princípio ativo das canetas emagrecidas da marca Mounjaro, na unidade da Nutromni em Tocantins.
  • Na ação realizada na sexta-feira, 22, foram localizadas ordens de manipulação para cerca de 6.000 unidades de preparações com a substância, sem autorização para manipular agonistas do receptor GLP-1.
  • Os estoques físicos não foram localizados durante a vistoria, incluindo na unidade no Distrito Federal.
  • A Anvisa informou que não houve comprovação de todos os testes clínicos necessários para garantir a qualidade dos produtos, o que pode indicar risco de contaminação biológica.
  • A Nutromni afirmou ser capaz de manipular produtos de alta complexidade técnica, garantindo que realiza ensaios exigidos pela legislação e mantém registros disponíveis às autoridades sanitárias.

A Anvisa interditou a produção de tirzepatida, o princípio ativo das canetas emagrecedoras, na unidade da Nutromni Pharma Solutions, localizada no Tocantins. A ação ocorreu na sexta-feira (22) e apontou irregularidades na manipulação de substâncias GLP-1, sem autorização para esse tipo de procedimento.

Segundo a agência, foram encontradas ordens de manipulação para a produção de aproximadamente 6.000 unidades de preparações com a tirzepatida. Os estoques físicos correspondentes às receitas não foram localizados nos locais vistoriados, incluindo a unidade no Distrito Federal.

A Nutromni afirmou que atua há mais de 10 anos, que as operações são legais, seguras e de qualidade, e que mantém transparência. A Anvisa informou que não houve comprovação de todos os testes clínicos exigidos para garantir a qualidade dos produtos.

Operação e contexto

A fiscalização também não encontrou documentação suficiente sobre ensaios necessários para assegurar a segurança dos itens manipulados. A Anvisa ressaltou que, sem esses ensaios, não é possível descartar riscos de contaminação biológica.

Resposta da empresa

A Nutromni disse à Folha que está habilitada a manipular produtos de alta complexidade técnica e que realiza todos os ensaios exigidos pela legislação, mantendo registros disponíveis às autoridades. A agência afirmou que a documentação coletada seguirá para avaliação técnica, com eventual adoção de outras medidas sanitárias.

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