Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pneumologista alerta sobre nova geração de fumantes

Retorno do cigarro entre jovens em bares e festas, impulsionado por cigarros eletrônicos, com aumento de 25% entre 2023 e 2024

Foto: Reprodução/Shutterstock
0:00
Carregando...
0:00
  • Pneumologista destaca que, depois de anos de Lei Antifumo, jovens voltaram a incluir o cigarro e vaporizadores no dia a dia, com dispositivos coloridos, aromas e tecnologias atrativas.
  • Ministério da Saúde aponta aumento de vinte e cinco por cento no número de fumantes entre 2023 e 2024; mais de cento e setenta e quatro mil vítimas no país morrem anualmente por doenças relacionadas ao tabaco.
  • O tabagismo impõe um custo ao Sistema Único de Saúde estimado em R$ 153 bilhões por ano, com apenas cinco por cento arrecadados via impostos sobre cigarros.
  • Cigarro eletrônico é apontado como principal fator de aceitação social do tabagismo; aparelhos com alta concentração de nicotina elevam riscos de danos pulmonares, inclusive associadas a lesões graves.
  • Fumo passivo continua perigoso para crianças, que sofrem com crises respiratórias; entre os sinais de adoção precoce do tabagismo, destacam-se falta de fôlego, tosse e quedas no olfato.

Durante anos, o Brasil avançou no combate ao tabagismo, com leis que restringiram o uso em ambientes fechados e campanhas de conscientização. Hoje, médicos observam uma: o cigarro voltou a ganhar espaço entre jovens, com aparelhos eletrônicos e sabores que atraem novos consumidores.

A pneumologista Bianca Espíndula, da Hapvida, aponta que o cenário mudou por meio dos dispositivos eletrônicos, que funcionam como porta de entrada para novas gerações. Ela alerta para o retrocesso no controle do tabagismo.

Segundo dados do Ministério da Saúde, houve aumento de 25% no número de fumantes entre 2023 e 2024. Análises indicam que mais de 174 mil pessoas morrem anualmente por doenças associadas ao tabaco no país.

O impacto econômico do tabagismo no Sistema Único de Saúde é estimado em 153 bilhões de reais por ano, com apenas 5% dessa soma arrecadada via impostos sobre cigarros. O tema ganha relevância no Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado em 31 de maio pela OMS.

Cigarros eletrônicos e novas gerações

Dispositivos com design tecnológico, cores atrativas e sabores adocicados aparecem como principal atrativo para jovens. A pneumologista observa que o vape pode criar a falsa percepção de inofensividade, ampliando o consumo social em bares, festas e ambientes fechados.

A aceitação social do tabagismo eleva o risco de iniciação precoce entre adolescentes, dificultando a prevenção. Segundo a especialista, a exposição a nicotina pode ocorrer antes mesmo de compreender plenamente os efeitos à saúde.

Panorama internacional e riscos à saúde

Em âmbito internacional, o Reino Unido aprovou medidas para proibir a venda de cigarros a pessoas nascidas a partir de 2009, em busca de uma geração livre de tabaco. A ação acontece no contexto do crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens.

Não existe consumo seguro de nicotina, ressalva a especialista. Mesmo uso restrito a festas impõe danos ao sistema respiratório, e muitos dispositivos de vapor contêm nicotina em concentrações elevadas, além de metais pesados.

O vapor exalado também pode provocar lesões pulmonares graves. A médica relata casos de lesões respiratórias associadas a cigarros eletrônicos que chegam a exigir atendimento de UTI, especialmente entre jovens.

Fumo passivo e sinais precoces

O fumo passivo permanece perigoso. A fumaça de cigarros e vapores de eletrônicos contém substâncias cancerígenas, afetando especialmente crianças, com crises de asma, bronquite e infecções de ouvido em ambientes fechados.

Entre os primeiros sinais de danos estão falta de fôlego, cansaço, tosse persistente e alterações no paladar. A especialista destaca que o corpo costuma reagir rapidamente às exposições iniciais.

Caminhos para reduzir o tabagismo

Entre as estratégias, a profissional recomenda estabelecer uma data para parar, buscar orientação médica e contar com apoio de familiares. Identificar gatilhos e substituir o hábito por hábitos saudáveis ajuda a reduzir a fissura.

Praticar atividades físicas e manter hidratação são recursos úteis para lidar com a ansiedade associada à cessação. Caso ocorram recaídas, a orientação é retomar o plano sem desânimo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais