- O Volvo Gran Artic 300 é um ônibus biarticulado de 30 metros com duas sanfonas, quatro eixos e capacidade para 300 passageiros.
- Ele é projetado para circular em corredores segregados de BRT, oferecendo mobilidade de alto volume sem precisar de trilhos.
- A empresa afirma que o modelo é o maior chassi em operação comercial do mundo, desenvolvido para transportar mais pessoas por veículo.
- A proposta não substitui o metrô, mas oferece uma “opção de superfície” com maior eficiência de uso de espaço e menor custo de implantação.
- O projeto tem origem brasileira, ligado ao conceito de BRT que nasceu em Curitiba, e é apresentado como avanço tecnológico para mobilidade urbana.
O ônibus de 30 metros criado no Brasil chega ao centro da discussão sobre mobilidade. O veículo, chamado Volvo Gran Artic 300, circula em vias urbanas com duas articulações, quatro eixos e capacidade para 300 passageiros, atuando como um “metrô sobre pneus” em corredores de BRT.
A ideia é permitir manobras em vias estreitas sem abrir mão da densidade de passageiros. O chassi biarticulado recebe duas sanfonas e quatro eixos posicionados de forma estratégica, o que facilita curvas em ambientes urbanos.
Projeto e funcionamento
O Gran Artic 300 é projetado para operar em corredores segregados de BRT, mantendo a fluidez típica de ônibus comuns, mas com maior eficiência de lotação. A engenharia busca eficiência sem exigir infraestrutura de trilhos.
Segundo a fabricante, o modelo pode transportar até 300 passageiros, tornando-se o maior chassi em operação comercial do mundo. A substituição de múltiplos ônibus convencionais reduz o número de veículos nas ruas.
Eficiência e comparação
A operação de alto dozen de passageiros gera ganhos de densidade de transporte. Em comparação com ônibus comuns, a capacidade de 300 pessoas permite reduzir a frota necessária em áreas de alta demanda, segundo dados da Volvo Buses.
A estimativa prática mostra que um Gran Artic 300 substitui cerca de três ônibus convencionais em termos de fluxo de pessoas, contribuindo para menor congestionamento e emissões locais.
Viabilidade prática
A opção por biarticulados não é a substituição do metrô, mas uma solução de implantação mais rápida e com custos menores. Corredores de BRT com esses veículos prometem atender regiões periféricas de forma quase equivalente ao transporte sobre trilhos.
A implantação de corredores dedicados facilita a criação de linhas de alta demanda, com entregas mais rápidas e menor investimento inicial do que túneis ou redes de trem.
Raiz brasileira
A tecnologia tem origem no Brasil, com raízes no conceito de BRT criado em Curitiba. A experiência nacional influenciou operações globais, levando o modelo a cidades como Bogotá e Istambul.
A Volvo Buses detalha, em materiais oficiais, as inovações que tornam possível o uso seguro de um gigante que ganha as ruas sem abrir mão da mobilidade individual.
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