- A Anvisa aprovou o registro do medicamento foslevodopa/foscarbidopa hidratada para Parkinson em estágio avançado, indicado a pacientes com flutuações motoras graves que não respondem bem aos tratamentos atuais.
- A terapia é administrada por infusão subcutânea contínua por 24 horas, oferecendo liberação mais estável da medicação.
- Internacionalmente já é utilizada em países como Estados Unidos e Canadá, e a entrada no Brasil amplia as opções de manejo clínico para a doença.
- A levodopa oral permanece como tratamento padrão, mas a progressão da doença pode exigir ajustes de dose e, em alguns casos, terapias adicionais, como a estimulação cerebral profunda (DBS).
- Médicos ressaltam que a aprovação representa avanço que pode preservar autonomia e qualidade de vida, destacando a necessidade de equilíbrio entre acesso e segurança.
A Anvisa aprovou o registro do medicamento foslevodopa/foscarbidopa hidratada para o tratamento da doença de Parkinson em estágio avançado. A terapia é indicada para pacientes com flutuações motoras graves que não respondem bem aos tratamentos disponíveis.
O fármaco é administrado por infusão subcutânea contínua ao longo de 24 horas, proporcionando liberação estável da medicação e redução das oscilações de efeito que costumam ocorrer com a levodopa por vias convencionais. A aprovação representa um avanço no manejo clínico.
A doença de Parkinson é neurodegenerativa e afeta neurônios produtores de dopamina na substância negra. A deficiência desse neurotransmissor compromete o controle motor, levando a tremores, rigidez e instabilidade postural.
Pacientes com Parkinson avançado costumam alternar entre períodos de bom controle e perda do efeito das medicações, o que dificulta a qualidade de vida. Em muitos casos, terapias adicionais são consideradas para manter a estabilidade.
No exterior, a terapia já era utilizada em países como Estados Unidos e Canadá. A chegada ao Brasil amplia as opções terapêuticas disponíveis para médicos e pacientes com formas avançadas da doença.
Para especialistas, a nova opção pode ampliar a personalização do tratamento. A terapia oferece uma alternativa relevante para casos que não respondem bem a outras estratégias, mantendo o foco na segurança do paciente.
O tratamento permanece em linha com o que já existe, como a estimulação cerebral profunda (DBS) para sintomas motores mais complexos. A Anvisa enfatiza a avaliação individual de cada caso antes da indicação.
Marcelo Valadares, neurocirurgião da Unicamp, destaca que a aprovação facilita o manejo clínico e a autonomia do paciente. Ele ressalta a importância de acesso rápido a inovações, sempre assegurando a segurança.
Em linhas gerais, a levodopa oral continua sendo o tratamento principal, mas a progressão da doença pode exigir ajustes de dose ou novas terapias. A foslevodopa/foscarbidopa hidratada entra como alternativa adicional para casos específicos.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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