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Anvisa fará análise mensal de lotes da Ypê fabricados antes de abril

Anvisa fará análise mês a mês de lotes fabricados antes de abril para decidir liberação gradual de itens com final de lote 1, mediante novos laudos

Produtos da marca Ypê com lote de final 1
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  • A Anvisa fará análise mês a mês dos lotes da Ypê fabricados antes de abril para decidir a liberação de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes com final de lote “1”.
  • A decisão depende de novos laudos; a Ypê apresentará avaliações da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas), credenciadas pela Anvisa.
  • A empresa pretende liberar o máximo de lotes possível e orienta consumidores a aguardar a análise, com opção de ressarcimento ou troca; o SAC foi ampliado.
  • A Ypê mudou a forma de identificar lotes: produtos feitos em Amparo não terão mais o número 1, e sim letras correspondentes a oito fábricas.
  • Em inspeção de abril, a Anvisa encontrou mais de 140 lotes contaminados no estoque; laudos de maio e abril não detectaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa, o que justificou a liberação para uso.

A Anvisa informou que fará a análise mês a mês dos lotes da Ypê fabricados antes de abril para decidir se autoriza a liberação de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes com final de lote 1, ainda suspensos. A decisão depende da apresentação de novos laudos técnicos.

A agência aguarda os resultados de avaliações feitas por laboratórios da Reblas, rede credenciada pela Anvisa, para comparar com os laudos internos da Ypê. O objetivo é manter a comunicação clara com a população sobre o ritmo das liberações.

Na sexta-feira passada, a Anvisa autorizou a retomada da produção em Amparo (SP) e autorizou a comercialização de itens fabricados a partir de 1º de abril de 2026. A medida vale para uso, venda e distribuição desses produtos.

Progresso técnico e responsabilidades

Eduardo Beira, diretor-executivo de Operações da Ypê, afirmou que a empresa pretende liberar o máximo de lotes possível, desde que não haja não conformidade. A Ypê informou que manterá o consumidor informado sobre a análise dos novos laudos e orientou guardar os produtos feitos antes de abril.

Ele citou que, caso haja inconformidade, a empresa tomará as providências cabíveis e que o SAC foi triplicado para atender a demanda. A companhia também alterou a forma de identificação dos lotes, substituindo o final 1 por letras correspondentes a cada fábrica de Amparo.

Contexto e inspeções

A Anvisa, junto com órgãos estaduais e municipais, realizou inspeções em Amparo e indicou que 76 pontos de melhoria foram identificados na vistoria de fim de abril, entre eles 14 de alto risco. O relatório apontou avanços, mas nem tudo havia sido corrigido na ocasião.

A agência informou que, até maio, foram localizados mais de 140 lotes contaminados no estoque da Ypê durante inspeção de abril. Não havia processo adequado de descarte e não se confirmou se itens contaminados foram vendidos. A vigilância sanitária atuou com o princípio da precaução.

Critérios de liberação e resultados

A liberação de uso depende da ausência da bactéria Pseudomonas aeruginosa nos laudos de maio e abril, condição confirmada pela Anvisa para avançar com os produtos. A agência destacou que as decisões anteriores sobre suspensão e posterior liberação foram tomadas pelas mesmas equipes.

O diretor Meirelles reiterou que a análise segue rigorosa e que a reestruturação do parque de Amparo está em curso, com investimento estimado em cerca de 130 milhões de reais. A Ypê defende igualdade de critérios de inspeção para todas as empresas do setor.

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