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Órgão alerta sobre riscos do Super El Niño e recomenda precaução

Cemaden vê 70% de chance de El Niño forte; governo alerta ondas de calor, enchentes no Sul e incêndios na Amazônia e Pantanal, com reforço de monitoramento

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  • Cemaden encaminhou à Casa Civil um ofício com projeções de ondas de calor mais intensas e cenário similar ao de 2023/2024.
  • O governo trabalha com 70% de chance de o El Niño ser forte ou extraforte, com impactos diretos no Brasil; a estimativa mais precisa deve sair em julho.
  • No Sul, há expectativa de enchentes e chuvas intensas; na Amazônia e Pantanal, maior risco de incêndios conforme o grau de seca.
  • Norte e Nordeste podem ter redução de chuvas e altas temperaturas; Sudeste e Centro-Oeste podem apresentar parte da estação chuvosa comprometida e maior pressão sobre reservatórios.
  • Entre as recomendações, estão reforçar o monitoramento de chuvas e secas, manter radares meteorológicos funcionando e ampliar integração entre União, estados e municípios para monitoramento, alerta e resposta.

O Cemaden alertou o governo federal sobre a possibilidade de o El Niño ser muito forte neste ano e trazer impactos diretos ao Brasil. A probabilidade estimada é de 70% de o evento ser forte ou extraforte. As informações foram encaminhadas ao Planalto por meio de um ofício.

O documento, enviado à Casa Civil no dia 19 de maio, destaca ondas de calor mais intensas e uma situação que pode se assemelhar ao ciclo de 2023/2024. Técnicos do Cemaden ainda não têm margem de certeza, que deve ser mais bem definida a partir de julho.

A projeção aponta maior risco de seca e calor nas regiões Norte e Nordeste, com pressão sobre recursos hídricos. Já Sudeste e Centro-Oeste podem enfrentar redução de chuvas, elevando o risco hidrológico e dificultando a recuperação de reservatórios.

Medidas e impactos regionais

No Sul, as previsões indicam possibilidade de chuvas mais intensas, com maior probabilidade de enchentes, enxurradas e deslizamentos. Em áreas ecologicamente sensíveis, o aquecimento poderia intensificar impactos em bacias hidrográficas e áreas urbanas.

O documento lista seis recomendações para o governo: ampliar o monitoramento de chuvas e secas, manter radares meteorológicos em operação e reavaliar áreas críticas como encostas, margens de rios e comunidades isoladas.

A cooperação entre União, estados e municípios é destacada, com foco em monitoramento, análise de risco, alerta público e resposta rápida. O Cemaden também reforça a necessidade de integração entre órgãos para uma ação mais eficiente.

De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, o El Niño pode figurar entre os eventos mais intensos das últimas três décadas, em linha com aquecimento global. A previsão mundial também aponta recorde de calor para o planeta.

O governo federal tem mantido reuniões frequentes com técnicos e autoridades dos ministérios envolvidos para planejar ações robustas. O objetivo é reduzir prejuízos à população sem fantasiar cenários de crise.

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