- A partir desta terça-feira, o Conselho Federal de Medicina proibiu o uso do PMMA como substância preenchedora e reparadora em procedimentos estéticos no país; o uso fica permitido apenas para pacientes com HIV, em serviços de alta complexidade do SUS.
- O caso da empresária Paula Esteves é citado para ilustrar as consequências: ela passou por nove cirurgias para tentar recuperar movimentos da boca após o PMMA ter sido aplicado.
- O PMMA é uma substância permanente, e as complicações costumam ser difíceis de reverter ou eliminar, podendo aparecer meses ou anos depois.
- Especialistas alertam para riscos como abscessos, colonização bacteriana e, em alguns casos, insuficiência renal crônica ou aguda associada ao produto.
- A decisão do CFPm foi embasada por relatos de casos e pela avaliação de que os riscos superam os benefícios em uso estético.
O uso do PMMA como substância preenchedora para fins estéticos passa a ser proibido no Brasil. A mudança envolve profissionais de medicina e pacientes que buscaram procedimentos estéticos com esse produto. A decisão vem após casos de complicações relacionadas à aplicação da substância.
Ação do Conselho Federal de Medicina foi anunciada nesta terça-feira (2). A proibição vale para todo o território nacional, exceto para pacientes com HIV que recebem atendimento em serviços de alta complexidade do SUS. A regra busca evitar sequelas graves associadas à permanência do PMMA no organismo.
Conforme o CFM, o PMMA é uma substância permanente. Médicos alertam que complicações podem surgir meses ou anos depois da aplicação, tornando a retirada difícil ou mesmo impossível. O tema também envolve o risco de infecções e problemas renais, segundo especialistas.
Proibição entra em vigor e contextos
Pacientes já afetados por aplicações indevidas, como a empresária Paula Esteves, ajudam a embasar a decisão. Paula relata que buscou tratamento com ácido hialurônico, mas acredita ter recebido PMMA, o que resultou em várias cirurgias para recuperação dos movimentos faciais.
Profissionais de cirurgia plástica ressaltam que situações envolvendo PMMA demandam monitoramento de longo prazo. O produto é conhecido pela permanência no corpo, o que aumenta a complexidade de eventuais retratações ou correções. A decisão visa reduzir riscos e evitar danos a pacientes.
Riscos e orientações para o público
Especialistas destacam que a retirada de PMMA pode ser difícil, com consequências potencialmente graves. Técnicos em saúde recomendam que pacientes consultem médicos qualificados e busquem informações sobre materiais usados em procedimentos estéticos. Fontes oficiais mantêm o monitoramento de casos e a atualização de diretrizes.
A adoção da proibição é apresentada como medida de proteção ao paciente e alinhamento com padrões de segurança na prática médica. A mudança envolve a fiscalização de procedimentos estéticos e a orientação de profissionais sobre a substituição de materiais.
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