- Este ano, o Nepal emitiu 494 permissões para escalar o Everest, cada uma custando US$ 15 mil.
- O acampamento IV fica aos 7.900 metros, na chamada zona da morte, próximo ao cume de 8.849 metros; alpinista Angelina Angelova mostrou lixo ao redor das tendas.
- Em maio, houve recorde de 274 alpinistas atingindo o topo pelo lado nepales, ampliando preocupações sobre superlotação e poluição.
- A Campanha de Limpeza da Montanha, segundo o Exército nepales, recolheu 110 toneladas de resíduos entre 2019 e 2023.
- Em 2024, autoridades passaram a exigir sacos para fezes e o recolhimento dos dejetos pelos alpinistas, para reduzir o lixo na montanha.
A alpinista russa Angelina Angelova publicou nas redes sociais imagens do acampamento IV do Monte Everest, mostrando o entorno repleto de lixo. O acampamento fica a 7.900 metros, na chamada zona da morte, um ponto antes da subida final ao cume de 8.849 metros. A postagem reacendeu o debate sobre o impacto humano na montanha.
No contexto, o Nepal emitiu 494 permissões para escalar o Everest neste ano, cada uma com custo de cerca de US$ 15 mil. A soma de licenças elevadas intensifica a possibilidade de superlotação e aumento de resíduos nos caminhos até o topo.
Especialistas apontam que a grande quantidade de escaladores dificulta a gestão ambiental e eleva riscos na região mais desafiadora da montanha. A cobrança de licenças elevadas é alvo de críticas entre grupos de montanhismo e autoridades locais.
Eventos e números
Em maio, houve um recorde de 274 alpinistas atingindo o cume pelo lado nepalês, o maior número em um único dia. A escalada ocorre tanto pelo Nepal quanto pela região do Tibete, na China.
O Exército nepaleses relata resultados de uma Campanha de Limpeza que recolheu 110 toneladas de resíduos entre 2019 e 2023, reforçando a busca por soluções ambientais mais duradouras.
Outro desafio ambiental é o manejo de dejeto humano. Em 2024, autoridades passaram a exigir sacos para fezes distribuídos pelo governo e a retirada dos excrementos durante o retorno dos acampamentos.
Autoridades ressaltam que cada escalador produz em média 250 gramas de excrementos por dia, passando até duas semanas nos acampamentos mais altos. O tema é visto como crucial para reduzir impactos na montanha.
As informações são da Reuters e da CNN.
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