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Alunos universitários criam robô para missões de resgate

Alunos da FEI desenvolvem Micromouse, robô autônomo para buscas em desastres, capaz de localizar vítimas entre escombros e apoiar resgates

O robô Micromouse, desenvolvido por alunos do Centro Universitário FEI — Foto: Divulgação
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  • Alunos do Centro Universitário FEI, em São Bernardo do Campo (SP), criaram o robô Micromouse para participar da competição homônima promovida pela RoboCore.
  • O modelo, com cerca de 10 centímetros, foi projetado para navegar de forma autônoma em ambientes desconhecidos, sem auxílio de computadores externos.
  • O objetivo é aprimorá-lo para uso em missões de resgate, especialmente em locais com escombros, ajudando a encontrar vítimas e coordenar ações.
  • O projeto está em desenvolvimento: a próxima turma deve incorporar novas sensores, maior robustez estrutural, melhor eficiência de energia e retomada do sistema de sucção para aderência em curvas.
  • Além do uso acadêmico, o Micromouse tem função social, com parceria com a ONG IAN para levar aulas de robótica a jovens da comunidade.

O Centro Universitário FEI, em São Bernardo do Campo (SP), amplia a prática de engenharia com um microrrobô destinado a busca de vítimas em desastres. O projeto, criado por alunos do curso de Engenharia de Robôs, nasceu para competir na Micromouse promovida pela RoboCore.

O protótipo, chamado Micromouse, foi desenvolvido com foco em navegação autônoma em ambientes desconhecidos, sem depender de computadores externos. O professor Fagner Pimentel acompanha o desenvolvimento e descreve o modelo como compacto, de cerca de 10 centímetros.

A ideia nasceu durante o trabalho de fim de curso e já rendeu vitória na edição interna InovaFEI. O objetivo é evoluir o robô para aplicações reais em minas, dutos ou situações de escombros, ajudando na localização de vítimas.

Desenvolvimento e aplicações potenciais

Segundo Pimentel, o objetivo é possuir autonomia total, sensores integrados e tomada de decisão embarcada, com arquitetura modular para troca de componentes. O design prioriza velocidade e robustez para navegação em labirintos.

Apesar de pronto para aprimoramentos, o Micromouse ainda não está preparado para uso comercial. A próxima turma deve avançar a integração de novos sensores, maior resistência estrutural e eficiência energética.

O professor aponta que, em emergências reais, a atuação combinada de robôs ainda é comum, mas um único dispositivo autônomo seria útil para reduzir etapas de resgate em áreas desocupadas ou de difícil acesso.

Parcerias e impacto social

O FEI atua ao lado da ONG IAN, com aulas de robótica para jovens da comunidade de São Bernardo do Campo. A iniciativa visa aproximar estudantes de realidade universitária, promovendo oportunidades educacionais.

Além do caráter didático, o projeto mantém foco social ao facilitar o contato de grupos com a robótica, inspirando novos talentos e ampliando oportunidades de estudo para pessoas com menor acesso.

A equipe se prepara para competições futuras, incluindo o Robocup, evento que já teve vitória da FEI em 2022 com um robô doméstico. O grupo espera repetir o desempenho em 2026.

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