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Enchentes e alagamentos lideram preocupações ambientais nas capitais

Enchentes e alagamentos lideram preocupações ambientais nas capitais, com impactos de calor, poluição do ar e elevação do custo de alimentos

Porto Alegre (RS), 23/05/2024 – CHUVAS/ RS - ENCHENTES - Devido as fortes chuvas, o bairro de Cavalhadas em Porto Alegre ficou alagado. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • Falta de água, alagamentos e inundações são os problemas ambientais que mais preocupam moradores de capitais brasileiras, com Porto Alegre em 64%, Goiânia 50%, Belo Horizonte 49%, Recife 41% e Rio de Janeiro 40% apontando essa pauta.
  • Em São Paulo, a poluição atmosférica é citada como a principal preocupação (51%).
  • A pesquisa ouviu 3,5 mil entrevistas online e incluiu Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador.
  • Entre os impactos das mudanças climáticas listados, o calor excessivo aparece em primeiro lugar (33%), seguido da poluição do ar (22%), do preço dos alimentos (15%) e das enchentes (11%).
  • A deputada Marina Silva destacou a necessidade de medidas práticas e de maior participação de municípios; a pesquisa aponta que 84% dos entrevistados acreditam que as prefeituras podem ajudar no combate às mudanças climáticas.

A pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec, aponta que alagamentos e inundações são as principais preocupações ambientais em capitais brasileiras. O levantamento ouviu 3,5 mil pessoas via internet.

Entre as cidades, o temor por enchentes lidera em Porto Alegre (64%), Goiânia (50%), Belo Horizonte (49%), Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%). Em São Paulo, a poluição atmosférica aparece como a principal demanda, citada por 51% dos entrevistados. Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador também foram contempladas.

A participação na pesquisa mostra que alagamentos ganham peso entre entrevistados com maior escolaridade (43%) e entre as classes A/B (43%) e C (40%). Já a poluição do ar é mais lembrada por quem tem renda mais alta, com destaque para quem recebe acima de cinco salários mínimos (39%).

Impactos

O calor excessivo aparece como principal efeito apontado, com 33%, seguido pela poluição do ar (22%). O peso no bolso, com alta no preço dos alimentos, atinge 15%, e as enchentes aparecem com 11%.

A deputada Marina Silva (Rede-SP), que participou do lançamento, ressalta a necessidade de medidas práticas e sistemáticas para enfrentar as mudanças climáticas. Ela defende a criação de um conselho nacional de segurança climática, um comitê técnico semelhante ao IPCC e um marco regulatório específico para emergências climáticas.

Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados veem nas prefeituras um papel relevante no combate às mudanças climáticas, indicando responsabilidade local como eixo de atuação.

Perspectivas e recomendações

Marina Silva aponta a importância de políticas públicas que mobilizem os três níveis de governo e vão além da mitigação e adaptação, buscando um modelo de desenvolvimento mais sustentável. Ela afirma que o cenário atual impõe urgência em ações conjuntas para reduzir impactos ambientais.

O estudo foi elaborado com apoio do Sesc SP, com aplicação de questionários entre 1º e 27 de dezembro de 2025, entre pessoas com 16 anos ou mais, residente nas capitais há pelo menos dois anos. A iniciativa integra o Programa Cidades Sustentáveis, com cooperação da União Europeia, FNP e a estratégia ODS.

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