- A resistência à insulina ocorre quando o organismo produz mais insulina do que precisa, geralmente em pessoas com excesso de peso e gordura visceral.
- Sinais comuns incluem manchas escuras na pele (acantose nigricans) e circunferência abdominal elevada — até 88 centímetros em mulheres e acima de 102 centímetros em homens.
- Pessoas com a condição costumam ter gordura no fígado e triglicerídeos elevados; mulheres podem apresentar síndrome dos ovários policísticos.
- O quadro aumenta o risco cardiovascular e pode levar a diabetes tipo 2 e esteatose hepática.
- A endocrinologista Anna Karina Medeiros, presidente da SBEM-RN, destaca a relação com maior probabilidade de infarto, AVC e outras complicações.
A endocrinologista Anna Karina Medeiros, presidente da SBEM-RN, explica sinais e impactos da resistência à insulina. Segundo a especialista, a insulina transporta a glicose para as células para gerar energia, mas o organismo pode apresentar resistência a esse hormônio em determinadas situações.
Esse quadro ocorre quando o corpo produz mais insulina do que o necessário, especialmente em pessoas com excesso de peso e gordura visceral. A médica ressalta que essa produção excessiva ocorre porque o hormônio não age adequadamente nas células, dificultando o uso da glicose.
Manifestações comuns incluem manchas escuras em dobras cutâneas, conhecidas como acantose nigricans, sobretudo no pescoço. Além disso, a circunferência abdominal elevada é um indicativo relevante, com medidas acima de 88 cm para mulheres e acima de 102 cm para homens.
A endocrinologista detalha que a resistência à insulina frequentemente está associada ao acúmulo de gordura no fígado e a níveis elevados de triglicerídeos. Nas mulheres, pode ocorrer síndrome dos ovários policísticos, com impacto hormonal e metabólico.
Entre as consequências, a resistência aumenta o risco cardiovascular e pode favorecer infarto, AVC e o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Também há relação com esteatose hepática, alerta a especialista.
A informação reforça a importância de diagnóstico precoce, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida para reduzir o risco de doenças associadas. A especialista enfatiza a necessidade de avaliação clínica e de exames para manejo adequado.
Entre na conversa da comunidade