- Os EUA vão retomar o engajamento com a aliança global de vacinas Gavi, em meio ao surto de ebola na África, conforme afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio.
- A retomada ocorre semanas depois de o governo anterior ter retirado o financiamento à Gavi, que era de cerca de US$ 300 milhões por ano em 2025, alvo de pressão de movimentos antivacina.
- A Gavi destinou US$ 50 milhões para o surto de bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda, sendo US$ 10 milhões para resposta imediata e US$ 40 milhões para acelerar vacinas em desenvolvimento.
- O governo dos Estados Unidos mantinha US$ 600 milhões retidos de financiamentos já aprovados pelo Congresso, com pressão de senadores pela liberação.
- Entre as condições para a retomada, está a eliminação gradual do conservante timerosal em vacinas; a Gavi já vinha migrando para vacinas sem timerosal, movimento que segue em discussão com o Departamento de Estado e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.
O governo dos EUA anunciou o reengajamento com a aliança global de vacinas Gavi, em meio ao surto de ébola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda. A decisão foi comunicada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, ao Comitê de Relações Exteriores do Senado. O retorno ocorre após o governo anterior ter retirado o financiamento.
Rubio informou que a retomada do diálogo ocorreu há algumas semanas, seguindo a decisão do governo de não manter o financiamento de cerca de US$ 300 milhões por ano à Gavi. A medida anterior tinha relação com pressões antivacina nos EUA e críticas sobre segurança de vacinas.
O papel da Gavi e o contexto financeiro
A Gavi auxilia países pobres no acesso a vacinas e atua na resposta a surtos. Para o surto atual, a organização destinou US$ 50 milhões, incluindo US$ 10 milhões para resposta imediata e US$ 40 milhões para acelerar vacinas em desenvolvimento. A Gavi enfrenta pressões orçamentárias desde junho, quando o governo norte-americano suspendeu recursos.
A diretora-executiva da Gavi, Sania Nishtar, disse estar encorajada pelas declarações de Rubio e destacou a importância dos recursos para proteger o mundo contra doenças infecciosas. O governo dos EUA também retém US$ 600 milhões de financiamentos aprovados pelo Congresso, sob contestação de alguns senadores.
Papel de Kennedy e condições associadas
O ex-secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., teve papel central na cobrança por condições, incluindo a eliminação gradual do conservante timerosal das vacinas. Grupos antivacina argumentam que o timerosal seria prejudicial; estudos científicos não comprovam relação com autismo.
A Gavi afirmou que está migrando para vacinas mais modernas sem timerosal, processo que já ocorria independentemente de exigências. O HHS e o Departamento de Estado disseram manter contato com a organização para buscar transparência e um caminho construtivo.
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