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Mioma uterino: especialista revela 7 critérios para operar ou tratar

Especialista afirma que miomas nem sempre exigem cirurgia; sintomas, localização e planos de maternidade definem o tratamento, com monitoramento em muitos casos

Mulher apresenta desconforto abdominal durante consulta, um sinal que exige avaliação sobre miomas uterinos.
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  • Cerca de dois milhões de brasileiras desenvolvem miomas por ano, e nem todo diagnóstico demanda cirurgia; a decisão depende de sintomas, planos de maternidade e localização do mioma.
  • Sete diretrizes explicadas pelo ginecologista Thiers Soares ajudam a evitar cirurgia, incluindo mioma assintomático, tamanho menor que quatro centímetros sem crescimento, localização favorável, ausência de impacto na qualidade de vida, preservação da fertilidade, proximidade da menopausa e preferência da paciente.
  • Miomas assintomáticos e de menor tamanho costumam ser apenas monitorados, com foco em sinais clínicos em vez de intervenção imediata.
  • Sinais de alerta durante o monitoramento que requerem reavaliação incluem crescimento acelerado, surgimento de dor ou sangramento, comprometimento de órgãos vizinhos e dificuldades para engravidar.
  • O acompanhamento costuma envolver exames físicos, ultrassonografia e, em alguns casos, ressonância magnética; a cirurgia é indicada apenas quando houver necessidade clínica clara.

O mioma uterino é tema de orientação médica que privilegia a avaliação individualizada. Especialistas destacam que nem toda alteração exige cirurgia, e que sintomas, localização e planos de maternidade moldam o tratamento.

Para o ginecologista Thiers Soares, cirurgias não devem acontecer apenas por esse achado. Atuação dele é na cirurgia robótica, com base em exames, sintomas e objetivos da paciente, não no tamanho isolado do tumor.

Sete critérios para decidir entre operar ou monitorar

Mioma assintomático não requer intervenção. Se não há dor, sangramento ou pressão, o monitoramento é a prática padrão.

Tamanho reduzido, abaixo de 4 cm, costuma ser apenas acompanhado, exceto quando o mioma submucoso esteja dentro da cavidade uterina.

Localização também é determinante. Tumores na externa camada uterina ou sem impactar a cavidade costumam não justificar cirurgia.

Ausência de impacto na qualidade de vida favorece o acompanhamento periódico, evitando riscos cirúrgicos desnecessários.

Preservação da fertilidade orienta a intervenção apenas se houver risco real para concepção ou gestação, caso contrário o monitoramento é preferido.

Proximidade da menopausa sugere observação, já que os miomas tendem a regredir com a queda hormonal, desde que a paciente não tenha sintomas graves.

Preferência da paciente é respeitada. Com informação adequada, a decisão de evitar cirurgia deve ser mantida pelo especialista.

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