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Rodovia brasileira é pavimentada com plástico reciclado pela primeira vez

Trecho de 968 metros da BR-459, entre os kms 110 e 111, em Pouso Alegre (MG), pavimentado com plástico reciclado (87.120 garrafas PET), teste da tecnologia Caet

Estrada em Belo Horizonte (MG)
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  • Trecho de 968 metros da BR-459, entre os kms 110 e 111, em Pouso Alegre (MG), foi pavimentado com plástico reciclado pela primeira vez em uma rodovia federal.
  • O pavimento incorporou o equivalente a 87.120 garrafas PET de 1,5 litro, totalizando cerca de 2,6 toneladas de plástico.
  • A obra foi realizada pela startup Eco Asfalto, na concessão da EPR Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira.
  • A tecnologia Caet (Concreto Asfáltico Ecológico Termoplástico) usa o aditivo TM-250/A, substituindo parcialmente o ligante derivado de petróleo por material reciclado; é um teste para a rede da concessionária.
  • O monitoramento ocorre em 30, 60 e 90 dias; a Eco Asfalto protocolará o dossiê ao DNIT até 17 de agosto de 2026 para homologação nacional, com meta de aplicar a tecnologia em rodovias federais até o fim de 2026 e exportar para a América Latina em 2027.

A primeira pista de rodovia federal pavimentada com plástico reciclado foi instalada na BR-459, entre os quilômetros 110 e 111, em Pouso Alegre (MG). O trecho tem 968 metros e integra uma via sob concessão da EPR Sul de Minas, que cruza a Serra da Mantiqueira.

A obra foi realizada pela startup Eco Asfalto, de São Paulo, com uso da tecnologia Caet (Concreto Asfáltico Ecológico Termoplástico). O material incorpora o polímero TM-250/A, produzido a partir de plástico reciclado pós-consumo e resíduos industriais.

Ao todo, o pavimento recebeu 87.120 garrafas PET de 1,5 litro, equivalentes a cerca de 2,6 toneladas de plástico. A aplicação marca a primeira via federal a usar a tecnologia, já testada em vias municipais e em rodovias de concessões privadas.

Detalhes da tecnologia

O objetivo é substituir parcialmente o ligante asfáltico derivado de petróleo por um material reciclado, mantendo ou ampliando as propriedades mecânicas do asfalto. A avaliação segue com monitoramento técnico em 30, 60 e 90 dias.

Os dados serão incorporados a um dossiê para o DNIT, com protocolo até 17 de agosto de 2026. A tentativa visa homologação nacional e pretende expandir a aplicação do Caet em rotas federais e concessões. A expectativa é chegar ao mercado latino-americano em 2027.

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