- O metano é responsável por cerca de um terço do aquecimento global e tem vida média de aproximadamente 12 anos, o que transforma em imediato o efeito de reduzir suas emissões.
- Emissões fugitivas de metano no setor de petróleo e gás, por venting e flaring, somam cerca de 200 bilhões de metros cúbicos, volume que poderia abastecer milhões de residências.
- No Brasil, a agropecuária responde por cerca de 75,8% das emissões de metano, com soluções como recuperação de pastagens, melhoramento genético e manejo mais eficiente que não reduzem a produção, apenas reduzem a intensidade de emissões.
- A gestão de resíduos é a segunda maior fonte de metano no país (15,9%), mas oferece alto potencial de resposta rápida por meio de separação, coleta seletiva e tratamento adequado.
- Planos nacionais como Plano Clima, Planaro e Plano Nacional de Fertilizantes sinalizam mudança de paradigma, promovendo resíduos orgânicos como insumos estratégicos e uso da captura de metano para financiar a transição.
O metano é o tema central de debates climáticos, com impacto rápido no aquecimento. Responsável por cerca de um terço do calor global desde a Revolução Industrial, ele tem vida média de ~12 anos. Reduções agora geram efeito imediato.
Em meio a tensões energéticas e avanços regulatórios, o metano surge como ponto de convergência entre velocidade, viabilidade técnica e retorno econômico. Emissões fugitivas de metano, liberadas por venting e flaring, ganham atenção.
Foco internacional e dados globais
Dados da Agência Internacional de Energia mostram surpreendente desperdício de metano em operações de petróleo e gás. Estima-se que 200 bilhões de m³ de metano sejam liberados, volume que poderia abastecer milhões de residências.
Essa prática evidencia falhas de governança e infraestrutura. Mesmo diante de debates sobre segurança energética, esse recurso é simplesmente lançado na atmosfera, sem aproveitamento.
Contexto brasileiro e agropecuária
No Brasil, a agropecuária responde por cerca de 75,8% das emissões de metano, destacando a importância de soluções já disponíveis. Recuperação de pastagens, melhoramento genético e manejo sustentável podem reduzir emissões sem reduzir produção.
Mitigar o metano na agropecuária envolve reorientar sistemas produtivos com base em ciência e políticas públicas, elevando produtividade por área e reduzindo emissões por quilo produzido.
Gestão de resíduos e oportunidades rápidas
A segunda maior fonte de metano no Brasil é a gestão de resíduos, começando na separação de lixo e seguindo com coleta seletiva e tratamento adequado. Em lixões, a decomposição é emissora significativa.
Essa área oferece rápido retorno econômico. O Brasil já avança com o Plano Clima, Planaro e Plano Nacional de Fertilizantes, que transformam resíduos orgânicos em insumos estratégicos.
Encerramento de lixões como eixo de financiamento
Encerrar lixões demanda investimento público e coordenação federativa, mas abre oportunidades reais: a captura de metano pode financiar a transição, conectando justiça social e ação climática.
A centralidade do metano no G7 sinaliza que medidas de impacto imediato ganham peso. O Brasil tem condições de liderar esse movimento e ocupar posição de destaque na ação climática global.
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