- Autoridades de saúde dos EUA alertam que, se não houver medidas contundentes, o surto de ebola na República Democrática do Congo pode alcançar magnitude semelhante à da epidemia de 2014, que somou mais de vinte e oito mil casos e mais de onze mil mortes.
- O alerta foi feito por Jason Asher, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em coletiva de imprensa; o surto atual foi declarado em quinze de maio no nordeste da RDC e envolve a variante Bundibugyo.
- A cepa Bundibugyo é rara; sem intervenções, modelos indicam que um surto dessa intensidade pode ocorrer.
- Até o momento, a Organização Mundial da Saúde registra na RDC cento e oitenta e um casos confirmados, com setenta e quatro óbitos; em Uganda, há dezesseis casos, incluindo um óbito.
- Ao longo de cinquenta anos, o Ebola já provocou mais de quinze mil mortes na África; para a cepa Bundibugho, não há vacina ou tratamento aprovado específico.
Na sexta-feira (5/6), autoridades de saúde dos Estados Unidos alertaram sobre a necessidade de medidas urgentes para evitar um surto de ebola de magnitude similar ao registrado em 2014. O alerta ressalta que, sem ações contundentes, a epidemia poderia alcançar números elevados.
O atual surto ocorreu no nordeste da República Democrática do Congo (RDC) e envolve a variante Bundibugyo, uma cepa rara. O surto foi declarado em 15 de maio e já mobiliza equipes de vigilância e resposta rápida.
Na RDC, foram confirmados 381 casos, com 64 óbitos até o momento. Do lado de Uganda, na região nordeste, há 16 casos registrados, incluindo um óbito. A transmissão acontece principalmente por contato próximo e por fluidos corporais.
Situação atual na RDC e Uganda
A OMS aponta que a doença continua sob monitoramento e que o ressurgimento pode exigir estratégias adicionais de contenção. A transmissão da ebola é associada a contato próximo e ao contato com fluidos corporais de pessoas infectadas.
Contexto histórico do vírus Bundibugyo
O ebola originou-se na Guiné e provocou a pior epidemia da história da doença, atingindo a África Ocidental entre 2014 e 2016, com mais de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes. Não há vacina ou tratamento aprovado específico para a cepa Bundibugro.
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