- Estudo na revista Ecology and Evolution reúne dez registros de opiliões (Phareicranaus sp.) comendo rãs vivas na Colômbia e no Equador, sugerindo predadores de vertebrados com maior frequência do que se pensava.
- Os opiliões, confundidos com aranhas pela aparência, são aracnídeos diferentes de aranhas e estavam associados a dietas inusitadas até então.
- Em várias situações, as rãs ainda se moviam enquanto eram ingeridas, indicando captura ativa, possivelmente durante repouso ou sono.
- Pesquisadores levantam hipóteses de que os opiliões agarram as presas com pedipalpos (apêndices próximos à boca) ou mediante contenção física, já que não possuem veneno.
- Alguns relatos mostram rãs até 29% maiores que os predadores, reforçando a ideia de interação predatória atípica e a importância de plataformas de ciência cidadã, como o iNaturalist, para registro dessas ocorrências.
Um estudo publicado na revista Ecology and Evolution aponta que opiliões, aracnídeos de pernas longas, podem caçar e consumir rãs vivas na Floresta Tropicais da Colômbia e do Equador. A pesquisa reúne dez registros de encontros entre opiliões e fósseis vertebrados.
As observações mostram que as rãs ainda se moviam no momento da captura e ingestão, sugerindo predação ativa. Os registros incluem casos em que as presas eram maiores que os predadores, chegando a 29% do tamanho.
Não se tratava apenas de rãs já mortas, conforme os autores. O comportamento é atípico para esses aracnídeos, que não possuem veneno e dependem de contenção física para capturar presas.
Sobre o organismo
Os opiliões pertencem à ordem Opiliones e costumam ser confundidos com aranhas pela semelhança das pernas. Contudo, são mais próximos dos escorpiões evolutivamente.
Metodologia e fontes
Os pesquisadores reuniram dados diretos de campo e registros de plataformas de ciência cidadã, incluindo iNaturalist, para corroborar as observações de predação.
Implicações para a ecologia
O estudo sugere que opiliões atuam como predadores de vertebrados com mais frequência do que se pensava, indicando um papel potencialmente generalista na cadeia alimentar das florestas tropicais sul-americanas.
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