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Como evitar pele ressecada no frio e se proteger

Com a queda de temperatura e a baixa umidade em Brasília, a pele resseca; hidratação regular e proteção solar são cruciais para evitar irritações e danos

Quem já convive com doenças dermatológicas deve redobrar os cuidados nesta época do ano - (crédito: Freepik)
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  • Com a queda de temperatura e baixa umidade em Brasília, a pele tende a ressecar, ficar mais sensível, com descamação e sensação de repuxamento, prejudicando a barreira cutânea.
  • Banhos quentes e longos agravam o ressecamento ao remover a proteção natural da pele; usar água morna, sabonetes suaves e aplicar hidratante ainda úmido após o banho ajuda a manter a hidratação.
  • Doenças de pele como dermatite atópica, rosácea, psoríase e melasma costumam piorar no inverno; idosos e diabéticos podem ter maior risco de irritação e infecções por ressecamento.
  • O frio também é favorable para alguns procedimentos dermatológicos (lasers, peelings, skinboosters) quando há avaliação individualizada, com foco no fortalecimento da barreira cutânea.
  • Além dos cuidados locais, hábitos como alimentação balanceada, ingestão de água, sono adequado e uso contínuo de protetor solar são importantes para prevenir danos durante o inverno.

Pele ressecada e irritações ganham destaque no inverno de Brasília, com baixa umidade e queda de temperatura. Especialistas explicam como o clima afeta a barreira cutânea e quais cuidados são necessários. O objetivo é prevenir ressecamento, descamação e envelhecimento precoce.

Segundo a biomédica Sofia Freire, o frio brasiliense favorece a perda de água pela pele, reduzindo a hidratação natural. Sinais iniciais incluem aspecto opaco, repuxamento após lavar o rosto e sensibilidade acentuada, antes da descamação aparecer.

A dermatologista Patrícia Dalboni ressalta que a barreira cutânea fica mais vulnerável com a umidade baixa. Banhos quentes e prolongados destroem a camada lipídica, favorecendo irritação, coceira e infecções em ocorrências mínimas.

Efeitos na barreira cutânea

A pele perde água com a menor umidade do ar, e o frio dificulta a hidratação contínua. Linhas finas podem tornar-se aparentes, e a pele pode parecer menos viçosa, mesmo sem descamação.

A hidratação rigorosa é citada como estratégia central para aqueles que já convivem com dermatites ou rosáceas. O ressecamento aumenta a chance de irritações em regiões expostas.

Banhos quentes aparecem entre os principais responsáveis pelo ressecamento. A comparação é direta: água quente retira proteção natural da pele de forma semelhante à limpeza de utensílios com água muito quente.

Cuidados práticos no dia a dia

A troca de sabonetes por versões suaves ajuda a reduzir agressões à barreira. Reduzir tempo de banho e evitar temperaturas extremas também é recomendado.

Aplicar hidratante logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, facilita a absorção de ativos. Desse modo, a hidratação fica mais eficaz durante o dia.

Doenças de pele podem piorar no inverno

Quem tem dermatite atópica, rosácea, psoríase ou melasma costuma observar piora no frio. A hidratação constante é apontada como a principal medida de controle, especialmente para casos já crônicos.

Idosos e diabéticos podem enfrentar agravamento em áreas como pés e tornozelos, com maior risco de infecções por rachaduras se o ressecamento for intenso.

Inverno favorece procedimentos dermatológicos

Procedimentos como lasers fracionados, peelings químicos e skinboosters são mais indicados no inverno, quando a exposição solar é menor. Avaliação individualizada é essencial para fortalecer a barreira cutânea.

Ativos como ácido hialurônico, niacinamida, ceramidas, pantenol e antioxidantes ajudam a recuperar hidratação e luminosidade da pele.

Alimentação, sono e água também fazem diferença

Hábitos de vida influenciam a pele: sono adequado, hidratação e alimentação equilibrada melhoram a capacidade de recuperação. Alimentos ricos em antioxidantes contribuem para proteção da barreira.

Mesmo nos dias frios, o protetor solar continua recomendado para prevenir manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. A radiação pode permanecer alta no inverno.

Principais erros que prejudicam a pele no inverno

Evitar banhos longos e muito quentes, manter ingestão adequada de água, reduzir esfoliação excessiva e usar hidratantes adequados são passos importantes. Procedimentos sem avaliação profissional devem ser evitados.

O principal cuidado é agir de forma preventiva, fortalecendo a hidratação antes que os danos apareçam. A abordagem proativa ajuda a manter a pele saudável ao longo da estação.

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