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Viajar com crianças para a Copa do Mundo: cuidados com a saúde

Pais devem atualizar vacinação; surtos de sarampo nos países-sede elevam risco e reforçam proteção contra gripe, Covid e pneumonia

Criança é vacinada contra poliomielite e sarampo
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  • Estados Unidos, México e Canadá, sedes da Copa do Mundo, enfrentam surtos de sarampo; médicos recomendam manter a vacinação em dia para crianças e adultos.
  • Vacina contra o sarampo é fornecida pelo Programa Nacional de Imunizações; são duas doses recomendadas: a primeira aos 12 meses com tríplice viral e a segunda aos 15 meses com tetraviral; na ausência da tetraviral, utiliza-se tríplice viral mais varicela.
  • Além do sarampo, é recomendado vacinar contra gripe, Covid-19 e pneumococo, especialmente em viagens com crianças; alguns municípios estendem a vacinação contra gripe para toda a população acima de seis meses.
  • A partir da segunda quinzena de junho, o Sistema Único de Saúde passará a oferecer a vacina pneumocócica de 20 sorotipos (PCV20), substituindo gradualmente pneumocócicas anteriores; contemplando crianças, indígenas com mais de cinco anos, idosos acamados e pessoas com condições especiais.
  • Regras de dose: pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral; adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose; profissionais de saúde precisam comprovar duas doses; bebês de 6 a 11 meses recebem dose zero em situações de surto.

Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo 2026, cresce a importância de planejar a saúde de crianças que vão viajar para os Estados Unidos, México e Canadá, os países-sede. Além de garantir a documentação, é essencial reforçar a vacinação e a proteção contra doenças respiratórias.

Especialistas alertam para a circulação de sarampo nesses países durante o período de jogos, aumentando o risco de surtos. A orientação é manter o calendário vacinal em dia, especialmente para quem vai acompanhar as partidas de perto.

A recomendação do Ministério da Saúde é manter duas doses da vacina contra o sarampo, aplicadas conforme o calendário: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com opções de reposição quando necessário. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Pais devem priorizar a vacinação infantil contra a gripe, a Covid-19 e a pneumonia, como parte de uma estratégia de proteção respiratória durante viagens. A circulação de vírus como influenza pode ocorrer mesmo fora do período tradicional.

Para brasileiros com menos de cinco anos, é comum receber reforços periódicos de vacinas na rede pública, incluindo a pneumocócica. A transição para a vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) está prevista para a segunda quinzena de junho no SUS, substituindo gradualmente as vacinas pneumocócicas anteriores.

Além do público infantil, a nova vacina 20-valente também poderá ser indicada a indígenas acima de 5 anos sem histórico vacinal, idosos acamados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Cries. A atualização visa ampliar a proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae.

Profissionais de saúde devem comprovar duas doses da tríplice viral, independentemente da idade, reforçando a proteção em ambientes com alta circulação de pessoas. Em situações de surtos, bebês de 6 a 11 meses recebem dose zero como medida preventiva, sem substituir as doses regulares.

Para famílias que planejam viajar, vale consultar o calendário de imunizações atualizado e verificar exigências específicas de cada país sede. A comunicação com pediatras e serviços de saúde locais facilita a organização de vacinas e reforços necessários antes da viagem.

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