- O Ministério da Saúde suspendeu a vacinação contra dengue com a vacina do Butantan a partir desta segunda-feira (8) após 42 casos de reações adversas e duas mortes suspeitas.
- Até o momento foram aplicadas 500 mil doses; 3.703 vacinados apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue (0,7%).
- Quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias deve buscar acompanhamento em uma unidade de saúde para monitorar possíveis reações.
- A partir de terça-feira (9), o Ministério passará a orientar monitoramento ativo na rede hospitalar para dengue em pessoas com vacinação recente, casos com sinais de alarme e óbitos, com acompanhamento por lote, unidade ou território.
- A imunização é dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan; começou no início deste ano com foco em profissionais de saúde.
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão da imunização contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, a partir desta segunda-feira, após registrar 42 casos de reações adversas, entre eles duas mortes suspeitas. A medida vale para todos os lotes usados no Brasil.
Quem foi vacinado deve ficar atento a sinais como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência, irritabilidade, desidratação e piora do estado geral. O acompanhamento médico é recomendado nos últimos 21 dias após a vacinação.
Do total de 500 mil doses aplicadas, 3.703 pacientes apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, representando 0,7% dos vacinados. As investigações seguem em andamento, sem confirmação de causalidade até o momento.
A suspensão
Em coletiva com a Anvisa, o Ministério explicou que a decisão envolve monitoramento ativo a partir de hoje. Casos na rede hospitalar com sinais de alarme e óbitos serão acompanhados por lote, unidade ou território.
A orientação é de que pacientes vacinados nos últimos 21 dias procurem unidades de saúde para avaliação clínica. A vigilância manterá o monitoramento de reações e desfechos nos sistemas de saúde.
Desdobramentos e informações técnicas
A vacina, desenvolvida pelo Butantan, é a primeira dose única de origem 100% brasileira. A imunização teve início no começo do ano, priorizando profissionais de saúde. O instituto ainda não respondeu aos contatos para esclarecimentos.
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