- Google se compromete a repor até 2030 a mesma quantidade de água que consome, buscando equilíbrio hídrico com as operações de data centers.
- A empresa também terá relatórios anuais de consumo de água e investirá US$ 500 milhões em infraestrutura de água.
- São 165 projetos de gestão de água em 97 bacias hidrográficas; quando totalmente implementados, devem repor 19 bilhões de galões por ano em 2030, suficiente para abastecer Los Angeles por 40 dias.
- A companhia quer ampliar o uso de resfriamento a ar em locais com baixa resiliência de água, avaliando as bacias com uma abordagem baseada em dados antes de abrir novos data centers.
- Também busca fontes alternativas de água para os data centers, como água residual, mantendo transparência no uso hídrico.
O Google anunciou compromissos para repor a água que consome até 2030, buscando atender a críticas sobre o uso de água em seus data centers. A empresa também prevê transparência por meio de relatórios anuais de consumo e investirá US$ 500 milhões em infraestrutura de recursos hídricos.
Entre os pilares do plano, o gigante de tecnologia informou que já atua com 165 projetos de gestão hídrica em 97 bacias. Quando totalmente implementados, esses projetos devem repor 19 bilhões de galões de água por ano, o suficiente para abastecer Los Angeles por 40 dias.
Compromissos e investimentos
A iniciativa inclui investir US$ 500 milhões em infraestrutura de abastecimento de água, com foco em fortalecimento local e detecção de vazamentos. Além disso, o Google planeja ampliar soluções de resfriamento a ar para áreas onde os recursos hídricos são mais frágeis.
A empresa destacou que utiliza uma estrutura baseada em dados para avaliar a capacidade das bacias hidrográficas antes de abrir novos data centers. Também afirmou buscar fontes alternativas de água, incluindo água residual, e manterá relatórios anuais de consumo para transparência.
Contexto de uso de água em data centers
A expansão de data centers no interior dos Estados Unidos tem gerado conflitos com moradores locais. Dados indicam que há mais de 4200 estruturas no país, com 1500 ainda em construção, contrariadas por mobilizações em pelo menos 42 estados.
Em Utah, por exemplo, o projeto Stratos, que prevê um campus de 40 mil acres e uma usina a gás, foi alvo de protestos por impacto ambiental próximo ao Grande Lago Salgado. A decisão gerou ampla participação da comunidade.
A polêmica já apareceu em relação ao uso de água da IA Gemini do Google, com estudos contestando um documento divulgado pela empresa. A avaliação indicou que o estudo subestimou consumo de água e energia em determinados cenários de uso.
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