- Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, após notificação de duas mortes suspeitas relacionadas ao imunizante.
- Até o momento, cerca de 500 mil doses foram aplicadas no país, com 417 mil destinadas a trabalhadores da saúde; foram identificados 42 casos de reações severas, correspondentes a 0,008% dos imunizados.
- A relação de causalidade entre a vacina e os óbitos ainda não está estabelecida; a suspensão é uma medida preventiva para ampliar as investigações.
- Estados e municípios devem interromper o fornecimento das doses; o Ministério da Saúde vai intensificar a busca ativa por novos efeitos colaterais, enquanto o Comitê de Farmacovigilância Nacional recomenda a descontinuidade como precaução.
- Pessoas vacinadas nos últimos 21 dias devem ficar atentas a sintomas como febre, dores abdominais e vômitos; buscar atendimento médico imediato se surgirem sinais de alarme.
O governo federal suspendeu temporariamente a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão ocorreu após a notificação de duas mortes suspeitas de estarem associadas à aplicação do imunizante. A campanha de vacinação no Brasil, voltada principalmente para profissionais de saúde, já havia começado no início deste ano.
Até o momento, foram aplicadas cerca de 500 mil doses, das quais 417 mil foram destinadas a trabalhadores da saúde. Entre os vacinados, a vigilância registrou 42 casos de reações severas, segundo o Ministério da Saúde. Ainda não há evidência de relação causal definitiva entre a vacina e os óbitos.
A paralisação é descrita pelas autoridades como procedimento padrão para aprofundar as investigações. Estados e municípios foram orientados a interromper o fornecimento das doses e a intensificar a busca por outros possíveis efeitos adversos. O Ministério reafirmou a confiança nos estudos realizados antes da aprovação do imunizante.
Monitoramento de sintomas
Quem recebeu a dose nos últimos 21 dias deve observar sinais como febre, dores abdominais intensas ou vômitos persistentes. Em caso de alerta, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde. A farmacovigilância acompanha os casos com rigor e atualização dos dados.
Entre janeiro e 30 de maio, o sistema registrou 3.703 notificações de eventos adversos, representando 0,7% do total de vacinados. Os casos graves, que somam 0,008% dos imunizados, não estavam descritos na bula original, segundo as autoridades.
O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que a instituição seguirá as determinações do Ministério da Saúde e da Anvisa. O objetivo é reunir evidências sólidas para retomar a imunização com segurança após novas avaliações técnicas.
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