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IBGE mostra queda maior da fecundidade na América Latina que na Europa

A queda da fecundidade na América Latina ocorreu em quarenta a cinquenta anos, mais rápida que na Europa, impulsionada pela urbanização, participação feminina no trabalho e acesso a métodos contraceptivos

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  • A taxa de fecundidade na América Latina caiu mais rápido que na Europa, passando de cerca de seis filhos por mulher para dois ou dois e meio, em cerca de quarenta a cinquenta anos, contra cento a cinquenta anos na Europa.
  • Fatores-chave: maior participação feminina no mercado de trabalho, urbanização e acesso a métodos contraceptivos; além disso, decisões sobre ter filhos têm base cultural e estrutural, como a estabilidade das uniões.
  • O adiamento da maternidade tem sido comum, com mulheres priorizando estudos e carreira; em alguns casos, o período reprodutivo chega ao fim sem filhos.
  • O fenômeno é global, não restrito ao Brasil; ainda há países com fecundidade alta, principalmente na África, mas a tendência é de queda.
  • A Europa viveu o processo de forma mais lenta, após a Revolução Industrial, dando mais tempo para adaptação demográfica.

A transição demográfica na América Latina ocorreu de forma mais acelerada do que na Europa, segundo Izabel Marri, gerente de Projeções e Estimativas Populacionais do IBGE. Enquanto a Europa levou entre 100 e 150 anos para reduzir as taxas de fecundidade, a região latino-americana levou 40 a 50 anos, caindo de uma média de seis filhos por mulher para dois ou dois e meio.

Entre os principais fatores, Marri cita maior participação das mulheres no mercado de trabalho, urbanização e acesso a métodos contraceptivos. Decisões sobre ter filhos são comportamentais, culturais e estruturais, incluindo a estabilidade das uniões conjugais, que segue com maior facilidade de separação atualmente.

Outro elemento relevante é o adiamento da maternidade. Muitas mulheres postergam o início da vida reprodutiva para estudar e trabalhar, o que, em alguns casos, resulta em término do período reprodutivo sem filhos. Não se sabe se essa opção decorre de desejo ou de obstáculo.

A transição é global, não se restringe ao Brasil. Ainda existem países com fecundidade elevada, sobretudo na África, mas a tendência aponta queda nessas regiões. Na Europa, o processo ocorreu de forma gradual, após a Revolução Industrial, com mais tempo para adaptação.

Fatores-chave da desaceleração

A urbanização, a maior inserção feminina no mercado de trabalho e o acesso a anticoncepcionais aparecem como pilares da mudança demográfica. Além disso, a estabilidade das relações impacta as decisões familiares, ainda que não determine o comportamento individual.

Dinâmica global e perspectivas

Especialista destaca que, embora o foco seja a América Latina, o fenômeno já se confirma em diferentes continentes. A continuidade da tendência depende de fatores como educação, políticas públicas de saúde reprodutiva e padrões de casamento.

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